Anime vs Mangá: GATE: Jieitai Kanochi nite, Kaku Tatakaeri

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Uma das discussões mais comuns. Qual é melhor? Anime ou Mangá? Livro ou Filme? Bem, cada pessoa tem a sua opinião e a sua própria maneira de avaliar as coisas. Este “Anime vs. Mangá” não vai responder a essa pergunta e não tem como objetivo dizer qual, em geral, é o melhor. Esta publicação vai apenas assinalar as diferenças entre a versão animada e a versão impressa de GATE: Jieitai Kanochi nite, Kaku Tatakaeri e fazer também uma pequena análise geral do mesmo.

GATE é uma série de light novels que começou a ser publicada em 2010 e que ainda está a decorrer. Como acontece em muitos casos, as light novels tiveram uma adaptação para mangá (que começou a ser publicada em 2011) e uma adaptação em anime que saiu este ano e ainda decorre.

Há uns bons meses atrás li o mangá (apesar de ainda não ter lido os últimos capítulos que saíram) e quando saiu a versão animada, claro que fui acompanhar. Agora tenho a oportunidade de poder comparar estas duas versões da mesma história.

A arte é a principal diferença entre os dois. Não é incomum haver diferenças na arte de duas adaptações da mesma série. Cada artista tem a sua própria maneira de criar e desenhar e por isso está tudo à mercê de quem ilustra o mangá e de quem faz o design de personagem no anime. Apesar disso, alguns tentam manter a aparência “original” para não haver um grande choque entre as pessoas que queiram acompanhar a história nas diversas versões.

A ilustração do mangá, feita por Satoru Sao, parece saída de um anime dos anos 90. As personagens são muito mais “humanizadas” ao contrário do anime em que os designers de personagem Jun Nakai e Daisuke Izuka que fizeram uma moezação” dos personagens fazendo com que estes se enquadrem com os animes de agora. Qual deles é o melhor? Isso é algo que depende do gosto pessoal de cada um. Eu aprecio mais a arte da versão anime, porque é um estilo que simplesmente me agrada mais visualmente. Um pro que atribuo ao anime é que criaram uma melhor distinção entre os personagens, ao nível de rosto. No mangá, tirando os protagonistas, as caras são demasiado semelhantes o que torna difícil por vezes a identificação de quem está na vinheta.

Outra diferença é o público-alvo de ambas as adaptações. Apesar da frase “Anime é para crianças” ser bastante comum, apesar de ser uma mentira bastante grave, neste assunto é bem aplicada. Não quero dizer que GATE seja para crianças, mas é sem dúvida direcionada para um público-alvo mais jovem. Em contraste, o mangá está direcionado para um público mais adulto (+18) não só por nos mostrar as atrocidades típicas de uma guerra e temas sensíveis como a violação e humilhação, mas também porque faz um bom uso da sua arte mais “grosseira” para criar cenas de gore e de sexualidade explícita.

Neste capítulo, ganha o mangá. Se estão a fazer uma adaptação devem manter os pontos fortes, visuais ou não, e o público a quem a história é dedicada. Já é um hábito do estúdio A-1 Pictures fazer este tipo de censura, o mesmo acontece entre o mangá e o anime da série Fairy Tail em que cenas onde os personagens estão nus são substituídas (mesmo que no original não se mostre nada) ou então quando os ferimentos ensanguentados dos personagens passam a simples arranhões. Hoje em dia um dos temas mais representados é o ecchi e temos animes como Highschool DxD que já apresentam versões televisivas sem censuras. Também existem os animes de horror que não poupam na quantidade de sangue mostrado. O anime teria mais a ganhar sem a censura pois criava um maior choque para o espectador, a história tem uma parte negra que deveria ter sido mantida em conta.

Venho por este meio, expressar a minha gratidão no lugar de meu mestre. – Rory Mercury

O enredo em si é agradável. Apesar de não ser um tema inexplorado é sempre interessante ver como os autores vão explorar este tipo de situações. No caso de GATE o “engraçado” é ver este grande desequilibro entre as forças do Império e do Japão e avaliar como é que a relação entre os dois vai desenvolvendo.

A grande falha na história de GATE é a falta de tensão. Apesar da diferença no poderio militar entre as duas nações existem no mundo de fantasia certas criaturas que desafiam o exército moderno, como é no caso do Dragão de Fogo. Mas mesmo assim a personagem mais poderosa de todas, uma semideusa imortal denominada Rory Mercury é uma das aliadas das FADJ (Forças de Autodefesa do Japão) o que torna esta equipa invencível.

A progressão da história é lenta. Tudo funciona como se fosse uma introdução de como os dois mundos se veem um ao outro, e fazem questão de mostrar todos os ângulos. A ação, no sentido de que o enredo começa a avançar para um objetivo, só começa muito mais à frente (no mangá pelos capítulos 30-32). Algo que está a ser bem adaptado pelo estúdio é a forma como o anime avança. Cada episódio conta na média o equivalente a 3 capítulos, apesar disso não deixa pormenores por contar.

Com tudo isto dito, quem ganha? Anime ou Mangá? Neste caso, diria que o mangá ganha. O mangá conta a história de forma mais impressionante e mostra-nos um lado mais negro da raça humana, coisa que a adaptação televisiva tenta ocultar. Muito impressionismo e grafismo com cenas fortes de violência e não só, que tornam o foco de GATE num público mais adulto e consequentemente torna a história mais significativa.

2LYo6ngSe leram o mangá e gostaram então não tenham muito hype se forem ver o anime. Se gostam do anime e se gostarem de histórias mais pesadas e não forem sensíveis a suscetibilidades deem uma oportunidade ao mangá, de certeza que irão gostar.

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Images © Satoru Sao| Alphapolis Web Manga, GATE: Jieitai Kanochi nite, Kaku Tatakaeri Production Committee.

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