TOP Animes Recomendados da Temporada de Inverno 2016

topTendo em consideração as séries que acompanhámos durante a temporada passada, a equipa do Anihome apresenta a sua lista de animes Recomendados da Temporada de Inverno de 2016.

1. Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu

A maior revelação desta temporada foi sem dúvida Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu. Nunca sabemos bem o que pode sair quando um anime é produzido pelo estúdio Deen, mas esta série foi um tiro no alvo em mais do que um sentido.

Shouwa trata de uma arte japonesa chamada Rakugo (algo parecido com teatro a solo, que muita vezes se tornava dois terços stand-up comedy) e da vida na indústria. Passado algures no século passado (na era shouwa) é uma história bastante humana sobre um leque de personagens incrivelmente carismático. É difícil falar da história de Shouwa sem spoilar, contudo é de notar o elevado detalhe com que retrata, não só as personagens que acompanha, mas também o mundo que as rodeia com incrível detalhe e realismo.

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O viver na sombra de outra pessoa, nunca nos sentirmos à altura das expectativas que são colocadas em nós e principalmente lidar com as voltas que a vida dá, são algumas das temáticas abordadas, contudo, nunca se oferece uma resposta directa.

A banda sonora captura perfeitamente o ambiente de cada momento, juntamente com os visuais e arte particulares, para desenvolver uma atmosfera cativante. Os opening ending  farão as delícias de quem é fã de jazz. Assim como a maior parte das peças, adicionando profundidade à palete pastel que a serie emana.

Com uma segunda temporada anunciada só gostava de ver Shouwa a receber a atenção que merece deste lado do globo. De longe o melhor anime da temporada.

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2. Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku wo!

KonoSuba vai muito além do que a sua premissa possa indicar. Longe de um rip-off do actualmente mais que usado setting do protagonista que é enviado para um videojogo onde conhece uma série de raparigas, acabando por formar um harém. Na verdade, é exactamente a limitação desta premissa que impede o anime de jogar o seu baralho ao máximo. Na minha opinião a introdução deste elemento na história não serve nenhum propósito narrativo, servindo apenas como fanpandering. Toda a série teria uma aura mais original se fosse simplesmente sobre o quotidiano naquele mundo (que nós sabemos funcionar como um videojogo) e que acompanhasse o protagonista à medida que percorre o seu caminho para ser tornar um aventureiro.

Já chega de “se”s. Focando-nos de novo no que realmente KonoSuba nos trás temos um cínico jovem gamer chamado Satou Kazuma que morre prematuramente e encontra-se em frente de uma auto-proclamada deusa, que lhe oferece a opção de ser reencarnado num mundo cujas mecânicas funcionam como as de um videojogo RPG (role playing game) ou ir para o Céu. O jovem escolhe obviamente o mundo virtual, com esperanças de finalmente viver a sua vida de sonho, escolhendo a deusa de nome Aqua como objecto que quer transportar consigo para o seu novo mundo. Contudo nem tudo são rosas, e Kazumi rapidamente se apercebe que a vida que sempre sonhou é mais exigente do que aquilo que pensava.

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Kazumi e Aqua têm de derrotar o rei do Demónios de modo a poderem eventualmente voltar para os seus respectivos mundos. Para tal criam uma party, que rapidamente ganha mais dois membros: Megumin, uma mage com uma obsessão por explosões, e Darkness (Dustiness Ford Lalatina) uma knight com tendências masoquistas. O objectivo inicial (o derrotar do rei dos Demónios) é rapidamente metido para debaixo do tapete quando as personagens assumem que não são fortes o suficiente para o enfrentarem. Então decidem levar as suas vidas pacificamente – ou o mais pacificamente possível (tendo em consideração as bizarras personalidades dos vários elementos da party) – até serem fortes o suficiente para saírem vencedores.

A partir deste ponto não há muito que defina a série, uma vez que é basicamente um retrato do dia-a-dia daquele mundo e das improváveis situações em que Kazumi se mete por causa das raparigas. A comédia é o ponto forte do anime. Existe uma construção de private jokes à medida que o tempo passa e que acabam por voltar a ser usadas, tornando algo completamente mundano incrivelmente hilariante.

As personagens são um pouco estereótipos vazios se pensarmos demasiado sobre elas, mas não foi algo que me incomodasse enquanto estava a ver os episódios.

A animação é da autoria do estúdio Deen, não muito famoso pelos seus visuais, sendo que a qualidade é flutuante, não só ao longo de um episódio mas também de uma cena. O design de personagens é um tanto genérico, contudo a imensa variedade de expressões faciais compensam qualquer um destes problemas. De salientar esta cara, que funcionava sempre.

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Um excelente exemplo de comédia e slice of life, que apesar de não ter exactamente uma história, tem uma progressão visível das personagens e da sua influência nos outros. De tal forma que chegamos ao fim dos 10 episódios e é como se fizéssemos parte da cidade.

3. Boku dake ga Inai Machi

Erased ou Boku dake ga Inai Machi é um tópico um pouco controverso, principalmente porque grande parte da comunidade o considera perto de perfeito. Não é. De facto até se encontra bastante longe disso.

O anime conta a história de Fujinuma Satoru, um mangaka falhado de 29 anos, com uma obsessão por heróis. “Revival” é um fenómeno recorrente na vida de Satoru que faz com ele volte atrás no tempo para evitar que coisas desagradáveis aconteçam, como atropelamentos, raptos, etc.. Depois de uma série de eventos que aparentam estar relacionados com uma série de assassinatos que ocorreram durante a sua infância, Satoru viaja 18 anos para o passado de modo a evitar que a morte de uma colega da escola pois Satoru sente remorsos por não a ter salvo.

Existem diversos factores que contribuem para a construção de uma boa história, como uma boa ideia base ou premissa, um bom desenvolvimento do mundo em que a história se passa e personagens interessantes que consigam fazer a história avançar da forma mais natural possível. Só depois é que temos os aspectos técnicos como a qualidade da animação, direcção e composição das frames. Para mim, Erased falha em tudo o que é necessário para criar uma história e apenas acerta nuns pontos nas áreas mais supérfluas da animação e do “bom aspecto”.

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Neste caso o desenvolvimento do mundo necessitava de mais um pouco de tempo gasto em coisas como o “Revival” e outros elementos que não irei referir para evitar spoilar alguém que não tenha visto a série. “Revival” é inicialmente apresentado como algo sobre o qual Satoru não tem controlo, pode acontecer a qualquer momento, independentemente da sua vontade. Contudo à medida que o anime progride esta é a ferramenta usada mais vezes e torna-se óbvio que Satoru tem de facto algum poder sobre os seus “Revivals”.

Qualquer pessoa que descubra que tem um poder terá descobrir as limitações desse poder (tal como Satoru faz algures pelo meio da série). No primeiro episódio era necessário que o personagem principal fosse visto como um herói improvável, salvando vidas com um poder que não pode usar para os seus próprios interesses. Isto para dar um exemplo de como Erased falha em construir uma narrativa coerente ao estar constantemente a utilizar elementos que poderiam ser utilizados para dar profundidade ao mundo em que a história se desenrola como simples plot devices.

As personagens são um pouco mais que genéricas. A única que tem algo semelhante a uma personalidade é Satoru, apesar de ter achado interessante o facto de ter sido dado grande ênfase à dualidade entre o seu “eu” de 29 anos e o seu “eu” de 10 durante a sua primeira visita ao passado. Tirando isso o resto das personagens surgem como incompletas. Mas apesar disso vi muitos leitores do mangá original a queixarem-se da má adaptação das personagens.

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Para uma história com pouca fluidez e coesão e com personagens no compito geral desinteressantes, Erased consegue os seus pontos no campo técnico. Os primeiros 4 episódios são donos de um pacing particularmente bem executado demorando o seu tempo em fazer-nos notar diversos pormenores sobre a vida de Satoru como criança, mas também sobre Inazuki Kayo, a rapariga que Satoru quer salvar. Devido à sua situação familiar, Kayo torna-se particularmente fácil de aproximar, daí todo este tempo gasto em ganhar a sua confiança.

A animação e direção são incríveis nestes episódios iniciais criando um sentido de ritmo para a série que, apesar de lento, era ideal para a criação do tom geral do anime. Pena que estes elementos que tornavam a série interessante tivessem sido completamente abandonados depois do episódio 5, tornando-se a série apressada e a direcção desleixada em comparação com os episódios anteriores.

No final temos um vilão sem motivação, um personagem principal sem personalidade própria e uma série de elementos com muito potencial que são apenas usados quando dá jeito para empurrar o enredo para a frente.

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4. Akagami no Shirayuki-hime 2nd Season

Tal como a primeira temporada, Akagami no Shirayuki-hime é uma viagem que apesar de nem sempre o parecer acaba por ser bastante pacífica ao mundo (não tão) cor-de-rosa em que a série se passa.

Apesar da primeira temporada ter feito várias coisas que não são habituais dentro do género, não consegui afastar a sensação de que algo estava em falta. Em parte esse algo era esta segunda temporada. Uma vez afastadas as introduções das personagens principais a “história” pode finalmente começar. E começa na forma de um grande arco que envolve toda a temporada. O desenvolvimento mais recente do anime tem muito mais impacto e significado devido à maneira como as personagens foram manobradas desde a primeira temporada que tornam o desenvolvimento incrivelmente subtil e natural.

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Subtil é uma palavra que descreve diversos aspectos deste anime. A pressão sobre Zen por parte do seu irmão (o primeiro príncipe do reino) para testar o quão serio o jovem é em relação ao seu relacionamento com Shirayuki; a forma com que nem Zen nem Shirayuki se “esqueceram” das motivações iniciais (aquando do início da primeira temporada) e continuam a trabalhar para alcançar o que desejam; o desenvolvimento de Obi como o terceiro vértice do triângulo amoroso e também a forma como ele lida com isso; e principalmente a hilariante relação entre Mitsuhide e Kiki. Tudo é subtil porque está constantemente a afectar as acções e pensamentos das personagens, mesmo quando estas já não parecem ser o foco principal da série no momento.

Em termos técnicos não se afasta muito da sua prequela, quer no campo da animação ou do som, apesar de pessoalmente gostar mais do opening e do ending desta temporada.

Superou as minhas expectativas e é ideal para todos que gostam do seu romance repleto de acção e cores pastel.

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5. Koyomimonogatari

Começo por dizer que sou grande fã desta franquia e por isso a posição deste anime nesta lista deve-se, em grande parte, às temporadas que o antecedem que sem as quais, quase (se não todo), o sentido e a comédia não fazem sentido.

Não que os OVAs tragam algo de novo à história de Monogatari. Estes funcionam mais como filler. Contudo estes têm pequenos detalhes que jogam com momentos das prequelas, explicando eventos, ou gozando com acontecimentos passados.

Não é segredo para ninguém que monogatari tem um estilo de narrativa extravagante e invulgar, que passa também pela ordem em que as coisas são apresentadas. Esta última peça junta-se às outras para criar um puzzle um pouco mais conciso, enquanto se espera pelos filmes de Kizumonogatari.

De novo, não recomendo iniciar a longa e árdua jornada de ver monogatari por esta entrada da série, sendo que aqui se encontram todas as maneiras de ver esta série (por ordem cronologia ou de lançamento das temporadas).

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6. Hai to Gensou no Grimgar

Depois de Erased, Hai to Gensou no Grimgar é outro caso de boas ideias falhadas (coincidência serem ambos produzidos pelo estúdio A-1 Pictures?). Ao contrário de Erased, que tinha uma boa premissa e foi perdendo a rédeas ao longo dos episódios, Grimgar tenta fazer coisas sem ter as bases necessárias.

Grimgar conta a história de um mundo (com incríveis semelhanças a um videojogo) no qual as pessoas provenientes do nosso mundo vão aparentemente parar por alguma razão desconhecida para se tornarem soldados voluntários. Apesar disto nunca ter sido devidamente explicado ao longo da série. Haruhiro, Manato, Ranta, Moguso, Shihoru e Yume acabam a formar uma party de forma a se poderem aventurar neste mundo. O grupo rapidamente descobre que a vida não é fácil e que matar criaturas pode ser demasiado avançado para as suas capacidades, tanto físicas como psicológicas.

Em termos de história propriamente dita Grimgar tem uma fórmula muito próxima de slice of life, mostrando o quotidiano neste mundo e a adaptação dos personagens ao seu novo estilo de vida à medida que diferentes obstáculos se colocam no seu caminho (um pouco semelhante ao que Konosuba faz). Apesar de ter sido apressada em alguns momentos, o pace da narrativa cria o seu universo próprio, onde se observa um notável esforço para mostrar o lado mais humano das personagens e  dar-lhes alguma personalidade, contudo isso leva-nos ao principal problema da série: as personagens.

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Tal como tinha dito no início, Grimgar sofre do mesmo mal de Erased, mas por razões completamente opostas. As personagens de Grimgar quase que não têm uma personalidade própria quando são retiradas do seu papel na party. Depois temos o fluxo natural da história que requer respostas dos protagonistas e que acabam por não resultar em nenhum desenvolvimento em particular porque se as personagens são uma folha praticamente em branco e tornam-se difíceis de desenvolver.

Não que isto seja necessariamente mau, pelo contrário, grande parte do mérito que dou a Grimgar é exactamente pelo que tenta fazer com o seu leque de personagens, dando-lhes momentos para brilhar como lutadores mas também para relaxar. Isto fá-los mais humanos o que facilita o nosso relacionamento e cria empatia entre nós e os personagens. Isto é algo importante quando o foco principal do anime não é a história em si mas é fazer com que as personagens façam a própria história, isto é algo que muitas séries não tentam fazer.

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A música de Grimgar é um ponto difícil de analisar. É basicamente constituída de peças de quase todos os géneros de música existentes, do jazz ao metal, passando pelo pop, cada um utilizado para acompanhar diversos momentos e ambientes, como um jantar na taberna ou uma cena de acção. Por não ter uma sonoridade ou tom constante é difícil de analisar, e apesar de algumas músicas soarem desadequadas em alguns momentos foi uma experiência nova e bastante interessante.

A animação é ligeiramente acima do normal, em grande parte graças à utilização discreta de elementos em 3d e dos fundos serem tão agradáveis de ver.  Com um art style que se assemelha a aguarelas.

Recomendo para quem quer algo mais pela experiência, para ser apreciado pelo que apresenta e não para ser desconstruído numa análise muito profunda.

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7. Haikyuu!! 2nd Season

Tal como na primeira temporada, Haikyuu!! continua a história do clube de voleibol da escola secundária Karasuno. Como anime de desporto as temporadas não costumam variar muito no que toca à sua composição (basicamente é mais do mesmo mas com adversários mais competentes), e Haikyuu!! não é excepção.

O enredo envolve várias premissas que engloba um monte de elementos do mais externo (como a equipa de Karasuno querer ir às competições nacionais) para o mais interno (como a evolução dos protagonistas Tobio e Hinata, este último que deseja ser como o seu ídolo “o pequeno gigante”).

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Algo que adoro neste anime é o facto de haver uma verdadeira progressão das personagens, tanto a nível pessoal como intra-pessoal, pois estas vão aprendendo através de experiência e interacção de uns com os outros. E algo importante que acontece é que cada elemento do anime tem a atenção que lhe é merecida possibilitando a criação de laços com as personagens que não teriam tanta (ou mesmo nenhuma) atenção noutros animes do género.

A animação (produzida pelo estúdio Production I.G) não difere muito – ou nada – da primeira temporada (o que é fantástico) visto que este anime tem uma óptima qualidade visual.

É um anime a não perder para quem viu a primeira temporada (duh) e para amantes de animes de desporto em geral. Quem não aprecia muito o género, recomendo na mesma, pois é bastante fácil a adaptação e empatia para com as personagens, quase que tornando a parte do desporto um sub-género.

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8. Gate: Jietai Kanochi nite, Kaku Tatakaeri 2nd Season

Esta temporada de Gate baixou um pouco a minha opinião da série como um todo. Não que não tenha sido mais melancólico ou tenha tido tantas cenas de acção e slice of life como a anterior mas foi a falta de coesão e coerência na maneira como os temas foram apresentados que diminuiu o meu interesse no anime.

Os dois primeiros episódios apontavam que esta temporada ia dar uma curva para o maduro, com a apresentação do outro lado do GATE numa perspectiva mais brutal, mas também mais realista. Contudo a série é demasiado rápida a mudar de tom e quase de categoria, o que quebra a imersão na história.

Para quem viu (e gostou) da primeira temporada, esta segunda é basicamente a mesma coisa mas com mais porrada e fetiches. Quem não tem o fetiche paternal? Ou quem não quer ver violência doméstica nas personagens que falharam o casting para aparecer em Monster Musume? Como história é basicamente bait para uma terceira temporada. Apesar da tentativa de dar desenvolvimento a algumas personagens, é difícil desenvolver algo que não tem conteúdo ou é um estereótipo andante.

Não fez as minhas delícias mas acredito que há de ter sido ouro sobre azul para os fãs da primeira temporada.

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9. Ajin

Apesar de sofrer de vários problemas Ajin foi uma entrada interessante desta temporada.

Tratando da existência de seres imortais – chamados Ajin – que são perseguidos e tratados como cobaias pelas indústrias farmacêuticas e do armamento. A história apresenta-nos Nagai Kei. Kei é um jovem que descobre ser um Ajin depois de sobreviver a um atropelamento mortal, passando rapidamente a ser um procurado a nível nacional.

O setting de Ajin tem alguns problemas, nomeadamente relacionados com a vitimização dos Ajin. Apesar de se esforçar por tentar mostrar os dois lados da luta, nós somos sempre levados a torcer pelos Ajin, devido à falta de sentido dos valores morais apresentados pela sociedade. E mesmo depois de vermos o poder destrutivo dos Ajin e a facilidade com que conseguem matar “humanos” sem qualquer indício de remorso, continuamos a torcer pelos imortais.

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Em termos de personagens temos uma mistura estranha e difícil de analisar. À excepção de Kei, as personagens ditas “principais” parecem estar sempre a mudar. Nos primeiros episódios houve um grande foco  à irmã de Kei e ao seu cúmplice e amigo de infância, Kaito. Tão rapidamente como apareceram, ambos desaparecem da narrativa e nunca mais foram mencionados, em detrimento da apresentação dos detectives responsáveis pela investigação e de outros Ajin.

Kei é um jovem que apesar de aparentar ser um rapaz às direitas, este age apenas como acha que é moralmente obrigado. Por um sentido de obrigação moral para com os outros e não por bondade natural, tornando-o num personagem deveras interessante. Do resto das personagens as únicas que são merecedoras de atenção são Satou, o Ajin com o chapéu que sabe mais do que aquilo que revela (e que quer acabar com a humanidade e governar o Japão?); Nakano Kou, por ter o potencial de tornar Kei numa pessoa melhor devido à sua incrível estupidez; e Shimomura Izumi porque se parece com Ennis de Baccano e ainda ninguém sabe bem como é que ela, uma Ajin, foi parar à secção de combate aos Ajins da polícia.

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A animação em 3d ainda precisa de alguns anos até deixar de parecer tão artificial, mas não está intolerável. O design de personagens tornavam a animação menos má e acho que o futuro passará por séries completamente feitas em CGI, como RWBY.

A série acaba de uma forma um pouco anti-climática, indicador de que talvez uma nova temporada esteja planeada. Apesar disso acho que vale a pena dar uma olhada, pois este pode bem ser o caminho de muitas séries daqui para frente e considero que ver um personagem principal tão desconcertante como Kei é uma coisa que não acontece todos os dias.

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10. Dagashi Kashi

Foi incrivelmente difícil encontrar o lugar para Dagashi Kashi nesta lista. Não é particularmente bom nem mau, simplesmente não vai a lado nenhum. A premissa fica velha rapidamente e tenho a certeza que será muito mais interessante para pessoas que tenham acesso a toda a panóplia de doces que são abordados no anime (coisa que não se passa por estas bandas). A comédia perde um pouco a sua chama ao longo da série e torna-se muito mais baseada em fanservice do que realmente em coisas engraçadas.

Não há muito a dizer sobre as personagens, uma vez que são todos estereótipos, quer em termo de personalidade ou design de personagem. A música é na generalidade completamente ignorável, sendo tão genérica como a animação.

Com uma cotação total de “meh” é uma série completamente “passável” (vejam Shouwa em vez disto).

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11. Prince of Stride: Alternative

Apesar de não ser dos piores esta temporada, a quantidade de aspectos que são “meh” num dia bom acabaram a colocar Prince of Stride bem no fundo desta lista.

A melhor parte da série – o desporto “Stride” – foi completamente ofuscado com o “poder de passar os sentimentos”. O poder da amizade evolui de modo a que 90% dos rapazes se parecem e agem como raparigas, de modos a tentar esconder o facto que isto é uma adaptação de uma visual novel para raparigas. Só faltava começarem todos a irem à casa de banho juntos.

Não que seja de todo esse o aspecto que levou a esta posição na lista. Existem visual novels  por aí com boas personagens e histórias, esta simplesmente não é uma delas. Todas as personagens são incrivelmente genéricas, não tendo quase personalidade fora do seu estereótipo.

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A história tenta ter tensão ao ter um personagem principal inseguro nas suas capacidades, mas devido ao curto comprimento da série e à superficialidade das personagens, esses problemas são ultrapassados demasiado facilmente, impedindo o desenvolvimento de qualquer uma das outras personagens. Pequenos mal entendidos à parte, as personagens no ultimo episódio são basicamente as mesmas que no primeiro, só que com um ego um pouco maior.

A animação é mediana, colorida mas nada de especial. Os detalhes são pouco cuidados mas é difícil reparar nisso porque é tudo tão brilhante que quase derrete a retina. A música não é nada de espectacular, não existindo uma única faixa particularmente boa, antes pelo contrário. O número de músicas neste CD deve ser incrivelmente pequeno, uma vez que a música para todos os episódios é sensivelmente a mesma.

Recomendo vivamente a fangirls de Free e pouco mais (vejam Shouwa).

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12. Musaigen no Phantom World

O prémio para maior “meh” da temporada vai para Musaigen no Phantom World, pela sua incrivelmente previsível premissa, personagens do mais genérico que há por aí, guião super preguiçoso e uma bipolaridade tonal notável.

Phantom World é um bom exemplo de um fenómeno que tem assaltado a comunidade e indústria de anime nos últimos anos: o aspecto visual é mais importante que o conteúdo. Apesar de Phantom World ter sido vitima de chacota toda a temporada pelas suas incrivelmente ridículas cenas de fanservice, houve uma razão pela qual este anime conseguiu ser feito de todo. Os criadores e o estúdio (Kyoto Animation, para quem não se lembra) acharam que o projecto era viável monetariamente, ou seja, que existe mercado para este tipo de séries.

Cada um é livre de gostar do que gosta, mas a nova onda de moeblob constituída quase exclusivamente de clichés e sem uma história onde se apoiar é um passo para trás em relação ao ponto onde a indústria tinha chegado à 10 anos atrás (quando saíram coisas como Ergo ProxyEureka SevenCode Geass, entre outros).

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Não estou a criticar o aspecto episódico da série, mas como nada do que acontece parece estar sujeito às leis de causa e efeito. Os episódios são apenas uma colecção de eventos na maioria completamente independentes uns dos outros. O desenvolvimento que alguma personagem possa ter num determinado episódio é praticamente invisível nos seguintes.

A maior morte do artista foi mesmo o final da série. Os dois últimos episódios (e principalmente a tão dita conspiração que aparece de raspão no último) foram tão apressados que nem deu tempo para me preocupar ou digerir o que estava a acontecer. Apenas vi uns 2 segundos de uma boa ideia que se perdeu num mar de coisas dispensáveis. Além disso, a companhia responsável pelo aparecimento de Phantoms e dos poderes tornar-se o grande mau da fita da série em menos de 1 minuto, sem mais nenhuma explicação ou reflexão sobre o assunto. Foi um grande teste à minha suspensão de descrença.

Em suma, Phantom World é apenas bom para memes  e gifs e pouco mais, nem o fanservice é nada de especial.

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