TOP Animes Recomendados da Temporada de Primavera 2016

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Tendo em consideração as séries que acompanhámos durante a temporada passada, a equipa do Anihome apresenta o seu TOP Animes Recomendados da Temporada de Primavera de 2016.

23. Gakusen Toshi Asterisk 2nd Season

A A-1 Pictures traz-nos de novo The Asterisk War, com uma segunda temporada pouco tempo depois do sucesso (monetário talvez?) da primeira, no Outono do ano passado.

Em termos de história e personagens no geral continua tudo na mesma: desta vez vemos as finais do Phoenix Festa, assim como os diversos concorrentes, que em grande parte são personagens que aparecem como “muito fortes” e mesmo “inderrotáveis” durante um episódio para depois serem complemente esquecidas mal a sua batalha acaba, com uma derrota da sua parte a favor dos protagonistas. Excepção a esta regra são os andróides AR-D e RM-C, que recebem muito mais desenvolvimento do que se estava à espera (contudo, mesmo estes são rapidamente metidos debaixo do tapete).

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Após o término do Phoenix Festa fazemos uma viagem a Lieseltania (o pais natal de Julis e do qual ela é princesa), na qual -e entre desnecessárias cenas de fanservice e batalhas mal coreografadas- percebemos que existe um falso governo no país, sendo que Lieseltania é na realidade controlada por países vizinhos, assim como nos apercebemos de uma conspiração contra a formação de uma equipa representativa de Seidoukan Academy  constituída pelos nossos personagens principais e liderada por Claudia.

No final da temporada, é nos dada mais informação durante 5 minutos de um episódio do que na totalidade dos 12 episódios da temporada, o que só pode ser interpretado como bait para uma possível terceira temporada.

A animação pouco ou nada melhorou, tendo, talvez, o aspecto geral piorado devido ao aumento de cenas utilizando CG esta temporada, nomeadamente relativo às armas de Saya e aos combates nos quais os robôs participavam. A somar a isso os character designs dos novos oponentes não eram nada de particularmente memorável, tal como as suas habilidades e personalidades.

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A banda sonora continua inócua, não sendo boa nem má, simplesmente quase nem se notando que ela existe. Ainda no departamento de som, o prémio de performance mais irritante da temporada vai para Morinaga Chitose e a sua interpretação de Flora Klemm, que só me dá dores de cabeça.

Por MurasakiHime

22. Hundred

Esta temporada a Production IMS continua com as excelentes adaptações de bons light novels, seguindo os seus exemplos passados de adaptações como Shinmai Maou no Testament e Ore, Twintail ni Narimasu, e a juntar a essa lista de fantásticos animes vem uma das suas séries mais recentes: Hundred.

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Diferente de todos os animes que saíram nesta década este anime fala de um estabelecimento escolar quase totalmente habitado por membros do sexo feminino, existem alguns personagens do sexo masculino mas quase nunca aparecem ou não têm muito relevo na história, sem contar com o protagonista, Kisaragi Hayato, e o seu colega de quarto, Emile Crossfode (it’s a trap!), e depois mais para o final da série um hunter chamado Krovanh Olfred. Nessa universidade os alunos fazem combates com uma nova espécie de arma chamada Hundred.

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O nosso personagem principal é a figura central de um harém constituído por diversos tipos de fetishes: temos traps, idols, himes, irmãzinhas, etc. Ele quer salvar a sua irmã mais nova, que se encontra doente, e consegue tirar a maior nota de sempre no exame de compatibilidade com hundred, algo que pode ser explicado pelo facto de Hayato ser um caso especial devido ao seu encontro em criança com Savages que o tornou num variant, uma condição muito rara que permite a adaptação do seu hundred.

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Para ser honesto, o voice acting não é mau (não significa que seja bom) mas ao menos não me tira do sério, como em Asterisk War. O design de personagens é básico e a animação não é nada de especial. É só mais um anime que existe só para ser cliché e entreter alguém que não tenha mais nada de melhor para ver.

Por António Santos

21. Big Order

O estúdio Asread (estúdio de Mirai Nikki e Corpse Party) presenteia-nos nesta primavera com Mirai Nikki + Code Geass Wannabe – The Anime, também conhecido como Big Order. Antes do lançamento em forma de série, este anime teve direito a um OVA que servia como uma espécie de preview da série propriamente dita. Para ser honesto, o OVA deixava-nos confusos mas isso foi algo que eu achei interessante e fiquei até com uma boa impressão geral de Big Order.

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Quando saiu a premissa da série, apesar de aparentar ser diferente do OVA, continuava a ser interessante e aparentava ter potencial, mas essas ilusões caem todas por terra episódio atrás de episódio.

Este anime fala-nos de Eiji, um rapaz que recebeu, da misteriosa personagem Daisy, o poder de controlar tudo o que existe, o que causou a grande destruição a nível mundial 10 anos antes. Daisy presenteia várias pessoas pelo mundo com o poder da Order, algo que não é muito bem explicado e parece ser até mesmo aleatório, mas que supostamente serve para realizar os desejos das pessoas.

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 Este anime deixa-nos com mais perguntas do que respostas e, a não ser que isto seja um anime do Scorsese, isso não é uma coisa boa. Os “Orders” (as pessoas que possuem o poder de Order) começam como algo clandestino e raro, mas rapidamente toda a gente tem uma Order de algum género. Esse poder não é uma coisa bem definida e funciona simplesmente como um auxílio para fazer a história avançar. Também não há sentido na maneira como as personagens pensam, se o protagonista tem o poder de controlar literalmente tudo e a heroína principal tem o poder de regeneração, porque é que eles não curam logo a irmã de Eiji e resolvem o problema de uma vez?

Mesmo com essas confusões todas o enredo está mal aproveitado e cada vez que tentam fazer algo de jeito, esse algo acaba estragado principalmente devido à quantidade de inconsistências e randomness.

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 O design de personagens resume-se practicamente a isto: o personagem principal Eiji é basicamente o design do Yuki de Mirai Nikki com a premissa do Lelouch de Code Geass, só que este é muito menos inteligente; A heroína principal Rin é basicamente a Yuno de Mirai Nikki (só que tsundere em vez de yandere). A animação não é muito má e em algumas partes até se pode pode considerar decente, mas o CGI é algo que fica muito fora do quadro. A banda sonora não se destaca em nada e por isso não há nada que eu tenha para dizer.

Por António Santos

20. Mayoiga

Mayoiga é um anime do estúdio Diomedea e é uma verdadeira desilusão tendo em conta o seu potencial ao início. Este anime falha em diversos aspectos, isso devendo-se ao facto de este querer ser muita coisa ao mesmo tempo e não conseguir preencher nenhum dos requisitos como deveria.

O anime conta a história de um grupo de pessoas, que porque qualquer motivo, decidem ir para uma “vila fantasma” que não aparece no mapa. O primeiro grande problema de Mayoiga começa pelo facto da série ter demasiadas personagens (mais de trinta!). Isso faz com que não nos lembremos de metade delas ou que pelo menos tenhamos de pôr algumas de lado, mas nem isso chega a ser necessário porque o próprio anime faz isso por nós. Dessas trinta personagens apenas meia dúzia é que são relevantes para a história, as outras estão simplesmente lá.

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A vibe inicial deste anime foi de que este seria uma série de horror com algo de psicológico (eu lembrei-me logo do mangá Suicide Island), pensei que tendo tantas personagens com personalidades mais ou menos definidas e variadas estes fossem lutar pela sobrevivência numa vila que iria colocar a sua humanidade à prova. Mas foi tudo imaginação minha e, em vez disso, o anime rapidamente muda de rumo para um género meio de comédia, com um tom muito menos pesado (mas tenta manter um pouco da aura de horror, que arruína por completo o ambiente da série).

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A premissa, apesar de cliché, até que não é das piores, mas o facto de estar tão mal escrito e dirigido faz com que tudo se confunda e que nada corra bem no desenvolvimento da série.

As personagens, para além de demasiadas, são na sua grande maioria aborrecidas e vazias. Têm quantidade mas não qualidade – simplesmente pegaram em cada estereótipo de pessoa e criaram uma personagem para cada um sem se darem muito ao trabalho.

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A arte é algo que me deixa um pouco atormentado. Não é que não seja bonita, mas o estilo é demasiado moe para o género de anime que inicialmente queriam fazer e por isso não se enquadra nada bem. A animação é decente mas o CGI volta para baixar a barra. No som não houve nada que me saltasse à atenção, tirando alguns momentos musicais em que as personagens cantam. Destaque especial para “Hontou no Warui Hippopotamasu” que ficou na minha cabeça durante uma semana.

No final, este anime acaba por ser uma desgraça que falha em cumprir os seus objectivos e quando chegamos ao fim não nos sentimos bem, nem mal, simplesmente ficamos na mesma.

Por António Santos

19. Bakuon!!

Bakuon é um anime sobre motas, da mesma maneira que Rail Wars é um anime sobre comboios. Mas isso já deveria ser de esperar, quando o mangá do qual este anime é adaptado foi criado por um antigo artista de doujinshi.

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Esta série foi adaptada pelo estúdio TMS Entertainment e funciona como um anúncio publicitário onde se usa ecchi simples para entreter o telespectador. O pior é o que funciona. Ver as raparigas a serem fofas, sexy, burras ou simplesmente a não fazerem nada é muito mais importante e tem mais impacto do que inovar as ideias por detrás deste tipo de animes.

As personagens representam as quatro grandes marcas japonesas de motas: a Honda, a Suzuki, a Kawasaki e a Yamaha. E apesar da minha piada anterior, este anime fala mesmo de motas. Existem várias referências a modelos específicos e piadas sobre as marcas e as rivalidades, mas fica sempre numa camada superficial porque é mais importante mostrar os atributos da Rin.

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O anime nem é engraçado o suficiente para entreter pelo humor, existe um ou outro episódio engraçado o suficiente mas não é algo que sirva para agarrar o público, e visto que não tem nenhum tipo de história ou premissa não há muito por onde este anime possa caminhar.

Em termos artísticos as personagens cumprem o seu papel, principalmente Suzunoki Rin que andou famosa durante uns tempos devido ao seu bodysuit rosa. Mas de uma forma geral a arte não é nada de especial, e o mesmo se pode dizer da animação. A nível de som também não há nada que se tenha destacado. Basicamente, este é um anime bastante mediano, e é interessante que mesmo assim eu me tenha interessado nele até ao fim.

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Por António Santos

18. Netoge no Yome wa Onnanoko ja Nai to Omotta?

Netoge no Yome wa Onnanoko já Nai to Omotta? (And You Thought There is Never a Girl Online? Ou simplesmente NetoYome) é mais um típico ecchi escolar que tenta ser um tipo de comédia romântica e que resulta de uma adaptação de uma light novel. Existem sempre várias séries deste género por temporada e NetoYome acaba por ser a melhor conseguida da Primavera 2016.

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O enredo pega em várias questões engraçadas que servem como sátira a muitas coisas que acontecem no mundo dos MMORPG. E eu, como jogador, consigo perceber as piadas e os estereótipos que este anime faz durante o seu progresso (aliás, o próprio título é uma piada que descreve a mentalidade de muitos jogadores). Este tipo de séries funciona como uma praga e normalmente nunca tenta ser “alguma coisa” apenas usa o fanservice para agarrar aquela audiência que normalmente só acompanha este tipo de anime. Este funciona da mesma forma mas é um pouco mais versátil porque algum do seu humor não é “vazio” e isso faz com que seja mais tolerável. Este anime foi produzido pelo estúdio Project No.9, o estúdio que produziu Shoujo-tachi wa Kouya wo Mezasu na temporada passada e que não foi tão bom como NetoYome.

Este anime conta com uma história bastante básica e a premissa vai evoluindo à medida que o tempo passa. A premissa inicial e principal é fazer com que Ako (a heroína principal) perceba que o mundo do jogo e a realidade funcionam de maneira diferente, mas depois surgem outras premissas na sequência da primeira e que vão tornando a série menos aborrecida.

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O desenho dos personagens é bonito e a arte em geral é agradável, a animação é que por vezes parece bastante básica pois não existe aquela fluidez nos movimentos dos personagens. As personagens são todas baseadas nalgum tipo de estereótipo e não são muito complexas, o que dá a sensação de que já conhecemos toda a gente de outros animes. Em termos de som não houve nada que me despertasse a atenção a não ser por vezes o voice acting que parecia esforçar-se demasiado para corresponder ao moe das personagens.

Por António Santos

17. Anne Happy

Anne Happy (ou Unhappy) é um anime do estúdio Silver Link que se pode classificar como mais um CGDCT (Cute Girls Doing Cute Things), algo em que a Silver Link já provou que consegue fazer com bastante qualidade em animes como Non Non Biyori. Anne Happy é adaptado de um mangá com o mesmo nome mas fez-me sempre lembrar um pouco o anime Baka to Test to Shoukanjuu (também da Silver Link).

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Sendo um CGDCT este anime é um pequeno slice of life escolar com comédia à mistura. O enredo fala de um grupo de raparigas que pertencem a uma turma “especial” e que têm de ultrapassar diversos testes diferentes do normal de forma a obter as suas notas. Os alunos desta turma “especial” são todos classificados como azarados ou com algum problema que torne a sua vida mais complicada de alguma forma. No grupo protagonista temos Anne (a personagem principal) que é a pessoa mais azarada de todas, depois temos Ruri que ama uma placa de obras, temos depois Botan que é super fraca fisicamente, a seguir temos Ren que atrai todo o tipo de seres do sexo feminino e no fim Hibiki que não tem sentido de orientação. E é engraçado ver estas personagens (muito moe) a interagir no dia-a-dia.

O anime consegue ter piada mas na maior parte das vezes a comédia não é bem executada (um pouco parecido com o que acontece com Shomin Sample, da Silver Link também) e isso é uma pena porque acaba por tirar um pouco do sentido ao anime.

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Depois do seu setting engraçado, o que vende mais a este anime é a arte. A arte de fundo é simples e básica e reflecte um pouco o estilo da série, mas o design de personagens e a animação são de uma qualidade agradável. A palete de cores é constituída principalmente por cores quentes e vivas e muitas vezes passa para um tom mais brilhante e claro, para reforçar o moe. E para os gags normalmente há uma transformação dos personagens para um estilo mais chibi e estático com as delineações muito mais marcadas. O opening é bastante alegre e consiste nas várias personagens a cantar e a explicar como são cada um dos seus infortúnios.

Por António Santos

16. Shounen Maid

Shounen Maid é um slice of life de comédia com muitas etiquetas adicionais que podem afastar alguns interessados na série. Algumas dessas etiquetas são por exemplo: trap, shota, yaoi, incesto. Claro que nenhuma destas coisas é explícita e que nenhum desses géneros está incluído no quadro oficial, mas a verdade é que existe isso tudo de uma forma subtil mas que não dá para não reparar. Este anime é produzido pelo estúdio 8bit, um estúdio que produziu na sua grande maioria animes de harém ecchi e quase nada de slice of life.

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Shounen Maid conta a história de um rapaz viciado em limpeza e arrumação, chamado Chihiro, que perdeu a mãe e por isso é recolhido pelo seu tio Madoka que é o herdeiro de uma grande família. Chihiro nunca conheceu a família para além da sua mãe e sente-se agradecido a Madoka por este o ter recebido, mas Chihiro só aceita viver na mansão se trabalhar como empregada doméstica.

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As personagens neste anime são bastante engraçadas e interessantes, e o mais importante é que existe desenvolvimento dos protagonistas. Apesar de estarem sempre a sorrir ou a tentar mostrar-se fortes, são personagens com problemas, que sofrem de stress e que têm preocupações, e por isso necessitam uns dos outros para superarem o seu dia-a-dia.

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Este anime tem muita coisa boa no que toca ao seu desenvolvimento mas na parte estética da animação e arte falha um pouco. As animações não são fluídas e a arte tenta aproximar-se de um shoujo, mas o desenho bicudo e os olhos quando os personagens estão de lado não parecem muito bem. Por outro lado no campo do áudio o anime está bastante decente, a banda sonora é agradável e o voice acting está bastante bem feito.

Por António Santos

15. Sansha Sanyou

Sansha Sanyou é um slice of life escolar que se foca na vida das três raparigas principais e nas pessoas que as rodeiam e que se envolvem nas suas vidas. Esta série segue um bocado o género de animes que a Doga Kobo gosta de adaptar como Yuru Yuri e Gekkan Shoujo Nozaki-kun. Tal como nessas animes Sansha Sanyou conta com humor simples e eficaz criado não só através das personagens mas também pelas situações em que estas por vezes se encontram.

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A protagonista é Yoko, uma rapariga que era rica mas que agora perdeu o seu estatuto e tem de viver sozinha uma vida “normal” numa escola “normal”. Na sua nova vida ela faz amizade com outras duas raparigas: Futaba, uma rapariga que come imenso e está sempre cheia de energia, e Hayama, uma rapariga que aparenta ser calma e bondosa mas que na verdade é bastante assustadora e sádica. O anime, como é uma adaptação de um 4-koma mangá, os seus episódios são conjuntos de várias situações diferentes, sem que estas estejam ligadas directamente a uma narrativa contínua.

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Como esperado da Doga Kobo a animação é de uma boa qualidade e tanto a arte como os fundos são bastante decentes. As cores são neutras devido à sua suavidade mas conseguem transmitir vivacidade sem terem de ser intensamente fortes (excepção para algumas vezes em que o brilho utilizado é demasiado). A nível de som destacam-se claramente o opening e o ending, o resto é normal e não há nada que mereça realce pela positiva ou negativa.

Por António Santos

14. High School Fleet

High School Fleet (ou Haifuri) é o segundo anime da Production IMS desta temporada, mas ao contrário do primeiro (Hundred) este ainda tem ponta por onde se pegar. Haifuri passa-se num mundo onde o Japão ficou completamente submerso e onde ser um bom marinheiro é o sonho de qualquer um. O anime relata a ambição da nossa personagem principal Akeno Misaki e da sua tripulação de se tornarem as melhores marinheiras e de pertencerem às Blue Mermaid.

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A série começou com algum potencial pois transmitia um ambiente mais pesado onde se podiam sentir os efeitos negativos de uma guerra. Houveram batalhas navais bem executadas e de uma maneira séria, houveram conflitos entre as personagens e conflitos psicológicos das próprias personagens. Mas o anime rapidamente se cansou dessa aura pesada para passar a ser uma espécie de CGDCT slice of life onde a comédia passou a ser mais presente do que na abordagem inicial (isto não quer dizer que o anime tenha substituído uma coisa pela outra, momentos de tensão dramática voltaram a surgir mais para o final do anime). Apesar dessa ter sido a opção (na minha opinião errada) de High School Fleet, a série continua melhor que o conhecido anime da franquia KanColle pois está melhor escrito e as personagens estão melhor trabalhadas. São também interessantes o suficiente para se poder investir em algumas delas e, infelizmente, a protagonista é capaz de ser a mais “sem sal” delas todas.

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A arte do anime é simples mas bonita, e ao contrário de Hundred, a animação em Haifuri é  fluída e decente (algo que se aproxima mais de Joukamachi no Dandelion, do mesmo estúdio). E este foi um dos animes em que o CGI está bem feito, por vezes nem se nota que foi usado. O estilo moe é presença notória deste anime, visto que é protagonizado por uma frota de trinta lolis.

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A nível de som o opening e o ending destacam-se pela forma como entram na nossa cabeça (e também contam com uma boa animação). O voice acting também é algo destacável pois as seiyuus fizeram um bom trabalho, a maioria das vozes é agradável de ouvir (algo por vezes complicado em séries como muitas lolis).

Por António Santos

13. Kuma Miko

Kuma Miko leva-nos ao coração do Japão rural, à vila de Kumade onde conhecemos Amayadori Machi, uma jovem desejosa de ir fazer o secundário numa grande cidade, e o seu inseparável companheiro Natsu, um urso que a tenta dissuadir ou pelo menos preparar para essa eventualidade.

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Apesar disto ser o mais próximo que a série tem como premissa, a maior parte dos episódios são mais focados no dia a dia do improvável par, e do seu papel na religião da vila. Retratando a maior parte dos episódios, existem momentos em que Machi é forçada a lidar com a sua timidez e o seu complexo de inferioridade por ser uma rapariga do campo.

As personagens são na sua generalidade genéricas e esquecíveis tirando mesmo Machi e Natsu, que, por todos os seus complexos, e a estranhamente desenvolvida sabedoria e conhecimento sobre internet, respectivamente, os destaca da multidão. A interacção entre Machi e Natsu é grande parte do apelo da série, pois apesar de serem completos opostos ambos necessitam e dependem um do outro à sua maneira.

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A animação não é nada de muito especial na maior parte do tempo, conseguindo contudo, com o seu art style simples criar expressões faciais bastante expressivas e transmitir visualmente o estado emocional das personagens bastante bem. Os character designs, tal como as personagens, só eram minimamente interessantes nos casos dos protagonistas, com destaque para o de Natsu, que conseguia ser incrivelmente fofo e tosco, mas também agressivo e intimidante quando necessário.

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Kuma Miko é uma viagem dois terços fluf e um terço cringe que no final do dia parece que nos diz para não pensar muito e apenas viver com o que nos deixa confortável.

Por MurasakiHime

12. Ushio to Tora 2nd Season

Ushio to Tora é um shounen trazido pelo estúdio MAPPA. A primeira temporada foi lançada na temporada de Verão 2015 e a segunda esteve no ar durante a temporada que passou. Este comentário poderá conter alguns spoilers menores, nada que influencie de grande forma a experiência da série.

Ushio to Tora conta a história de Ushio, um rapaz aparentemente normal que descobre uma lança lendária na sua cave que trazia um youkai de anexo, chamado Tora. Estes dois formam uma parceria e começam a ultrapassar vários desafios juntos, criando amizades e percebendo que o Japão pode estar em perigo contra um grande e poderoso youkai chamado Hakumen no Mono. A segunda temporada dedica-se por completo à batalha final contra Hakumen no Mono.

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Eu achei que a primeira temporada foi bastante boa e que, em comparação, a segunda não esteve tão bem. A história estava mal contada em algumas partes e em outras simplesmente as escolhas dos personagens não faziam sentido. Mas apesar do declínio no inicio da temporada, ao chegar ao final foi melhorando aos poucos e eu diria que o final do anime até foi bom. Contando que esta série é um estilo clássico de shounen nós já sabíamos como iria ser o quadro geral do final do anime. Mesmo assim o final mostrou-nos valores mais ou menos cliché típicos deste género, mas que não deixam de encantar. Algo que contribuiu positivamente para a minha opinião foi o facto de mostrarem e explicarem o suficiente da história do principal vilão de modo a compreende-lo; Também foi bom o facto de nos lembrarem que são necessários sacrifícios e que a plot armor não chega para proteger toda a gente.

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A arte é brusca e arrogante e as personagens e monstros têm um aspecto distorcido e rijo, algo que me fez lembrar um pouco os shounen dos anos 80 e 90 e que foge à moda do moe  em que vivemos agora. Apesar disso os desenhistas desleixam-se às vezes e as personagens ficam todas deficientes. A animação também é inconstante, por vezes é boa durante as batalhas mais importantes, mas por outras é bastante rígida e as personagens não se movem tão fluentemente. Sobre as personagens, de forma geral, são interessantes apesar de pouco originais. Durante esta temporada trabalhou-se muito o passado de algumas personagens importantes. A música é que é o ponto mais forte deste anime, tem uma banda sonora bastante épica que proporciona bons momentos de acção e de emoção. É capaz de ser a melhor OST da temporada.

Por António Santos

11. Joker Game

Esta temporada o estúdio Production I.G. trouxe-nos Joker Gamer, uma história sobre espiões e toda a politica e mecanismos por detrás de ser espião.

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Esta premissa, ao início interessante, rapidamente perde a novidade assim que vemos que  não há realmente uma história para além dos episódios soltos sobre diversas formas e métodos de espionagem. Cada episódio supostamente apresentava um dos personagens que perfazia o leque de espiões da D-Agency, mas estes são incrivelmente desinteressantes, com revelações demasiado rebuscadas para serem credíveis, ao ponto em que ver Joker Game ou jogar Cluedo não é muito diferente (só que Cluedo ao menos é divertido).

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Os personagens apresentados no episódio inicial sofrem algum tipo de problema que os torna praticamente indistinguíveis a não ser que estejam lado a lado (e mesmo assim é difícil diferenciar alguns), o que levaria a pensar que afinal esta série não é sobre os indivíduos em si, já que eles seriam supostamente pessoas banais. De facto, a certo ponto parecia que seria esse o rumo que a história iria tomar, apenas para largarem o tópico por completo.

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O campo musical não melhorou muito a série como um todo. A música de fundo era completamente esquecível, e na minha opinião o opening e ending não capturaram nem o tom nem o tema da série, não identificando o anime de todo (talvez se houvessem mais jogos de poker na série, quer dizer, joker games).

Sem história coerente nem desenvolvimento dos membros da D-Agency resta pouco que possa redimir Joker Game. A animação não era má, mas também não era espectacular e, tal como já referi, os character designs tornavam difícil a distinção entre os diversos personagens.

Por MurasakiHime

10. Bungou Stray Dogs

Bungou Stray Dogs, do estúdio Bones, é um anime que tem uma base de referências literárias como principal inspiração para as personagens, algo que achei bastante interessante, contudo em termos de desenvolvimento as personagens em si não têm muito que se lhes diga.

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A maior parte das personagens recebe um episódio para mostrar o seu brilho, sendo rapidamente esquecida no seguinte, o que na minha opinião foi um gasto de toda a coisa de ter personagens com bases literárias se depois nunca realmente aparecem fora do mandatário episódio introdutório.

Não existe uma história propriamente dita, apesar de vários dos casos episódicos andarem de roda da organização clandestina Port Mafia (que é apresentada como a contra-parte fora da lei da Special Detective Organization), assim como o choque entre as duas organizações; em termos de desenvolvimento ou seriedade nunca passa muito disso.

A história de “jovem underdog com poderes encontra sítio onde pertence e luta para o manter” é apresentada de forma tão seca como acabei de descrever, tornando qualquer semelhança de progressão desinteressante e cliché.

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Outro aspecto da série que não assentou nada bem para mim e que afectou gravemente a forma como apreciei a série foi a comédia. Os momentos de comédia e os momentos sérios estavam seriamente mal coordenados, passando, por sua vez, uma impressão de bipolaridade e que a série não queria ser levada a sério, pois era incapaz de se manter no mesmo tom por mais de 5 minutos. Quando algo trágico ou chocante acontece há que dar tempo para que essa realidade assente e percebamos o quão mal as coisas vão para os protagonistas, em vez de dissipar a ansiedade com uma piadita.

A animação não era má, mas a completa deformação dos character designs sempre que uma piada era mandada era um bocado desnecessária e quebrava o fluidez visual de algumas cenas.

Por MurasakiHime

9. Uchuu Patrol Luluco

O estúdio Trigger apresenta-nos esta temporada Uchuu Patrol Luluco. UPL é um anime com episódios de sete minutos mas que consegue fazer muito mais que os animes normais de vinte e quatro minutos. Este anime é uma comédia bastante engraçada, maluca e ridícula (num bom sentido). À primeira vista pode parecer mais uma série que baseia o seu humor em eventos aleatórios (o que na verdade é) mas a verdade é que está muito bem construída.

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A história passa-se num futuro um pouco distante e fala de Luluco, uma rapariga que ainda anda na escola básica e que acaba por ser recrutada para a Patrulha Espacial. O anime pode fazer lembrar, por diversas razões, animes como Tengen Toppa Gurren Lagann, Panty & Stocking with Garterbelt, Top wo Nerae, Lupin III ou alguns clássicos da Trigger como Kill la Kill ou Little Witch Academia, e se isso acontece é porque UPL partilha parte do seu staff com essas séries.

O enredo é bastante simples, Luluco é recrutada para a patrulha espacial e apaixona-se por Nova, outro membro da instituição. O resto da história vai variando entre pequenos episódios que se passam nos universos dos outros projectos da Trigger ou então em pequenas aventuras de maneira a que a “história” progrida de alguma maneira (é referenciado pelas personagens que a storyline da série ainda nem está definida e que os directores a vão fazendo à medida que a série sai). Este tipo de organização torna a randomness da série muito espontânea e fresca, o que não aborrece quem está a acompanhar.

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A arte não é muito detalhada mas encaixa que nem uma luva para o género de anime que UPL é. A palete de cores baseia-se em cores vivas mas claras com muitas variações de azul e vermelho. O design de personagem tenta ser o mais original possível, apesar de se notarem algumas referencias aos trabalhos anteriores do staff. A banda sonora tem algumas faixas boas (principalmente o opening) mas é engraçado como reutilizaram algumas faixas de outras séries do estúdio.

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As personagens são o principal elemento da série, sem elas o anime não iria render o suficiente e provavelmente iria ter um destino parecido com o de Ninja Slayer the Animation. Mas como são bastante divertidas e tentam ser o mais original possível (tendo em conta que muitas são baseadas em outros trabalhos do staff) este torna-se um anime bastante engraçado.

Por António Santos

8. Ansatsu Kyoushitsu 2nd Season

Um ano depois da primeira temporada, Assassination Classroom volta para terminar a história que tinha deixado a meio, desta vez pondo um ponto final na história do professor um tanto monstruoso que tem de ser assassinado pelos seus alunos antes que destrua a Terra.

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Esta temporada é em tudo semelhante à primeira, sofrendo do mesmo problema de ter demasiadas personagens para realmente dar tempo para que me preocupe ou me lembre de todas. O desenvolvimento da personalidade e backstory do Koro-sensei foi algo que não estava nada à espera, mas que no final foi usado demasiado para puxar a lágrima marota e acabou por perder a novidade e não funcionar tão bem como podia ter funcionado.

À medida que a história avançou começou a perder um pouco do seu realismo, à medida que os problemas que os alunos enfrentavam estavam simplesmente muito fora do alcance de crianças do 9º ano, sendo que em episódios mais para o fim eram simplesmente ridículos (tal como num mês um bando de jovens de 15 anos conseguirem sabotar uma viagem espacial de modo a enviar 2 deles sem preparação completamente nenhuma até à estação espacial internacional, e depois voltarem como se nada fosse). O final em si foi razoavelmente satisfatório, apesar de puxar um pouco demais pelo sentimento (o que se torna difícil quando nenhuma das personagens me diz nada de especial) e ter sido um tanto previsível.

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A animação manteve-se mais ou menos igual à temporada anterior (tirando a introdução de modelos 3D para cenários e por vezes a turma), assim como a qualidade técnica geral e o campo musical. A comédia talvez tenha sido reduzida um pouco para dar lugar a cenas mais sérias, tendo a coerência de tom do anime melhorado no cômputo geral graças a isso.

Ao todo penso que foi uma jornada bastante interessante, apesar de longe de perfeita, e divertida, com um final bastante satisfatório, que é mais do que a maioria dos animes nos oferece hoje em dia.

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Por MurasakiHime

7. Boku no Hero Academia

Boku no Hero Academia foi provavelmente a série mais antecipada desta temporada, quer pelos leitores do mangá, quer pelos fãs de shounens, super heróis ou ambos. Não acho que Boku no Hero tenha estado à altura da hype que teve durante a temporada, contudo compreendo o apelo deste tipo de séries e desta em particular.boku-no-hero-academia-anime-logo-punch.gif

 

A animação, pelo estúdio Bones, era bastante boa, principalmente os shock frames e os character designs estavam muito bem conseguidos e tinham um estilo bastante peculiar. Por outro lado a história e personagens são longe de serem originais, o que degradou um pouco o lado visual e técnico.

Não tendo lido o material original não sei que rumo a história toma após o ultimo episódio do anime, contudo, do que vi, era uma formula bastante básica comum a muitos shounens: protagonista fraco tem um sonho que todos dizem ser impossível, ao trabalhar e esforçar-se mais que os outros conseguem realizar esse sonho. A premissa de Boku no Hero Academia pouco ou nada se afasta disto, e os poucos twists que apresentaram (como o facto de All Might não ter nenhum Quirk, logo no inicio) já não são novos, tendo sido um dos principais focos de One Punch Man, há duas temporadas atrás.Characters.png

Várias personagens sofrem do síndrome de underdog, existindo apenas para mostrar que tudo é possível com dedicação e esforço (algo que, apesar de ter o seu apelo já está muito feito, e muito feito da mesma forma, tornando-se maçador e desinteressante), enquanto outras sofrem dum problema muito frequente chamado “falta de episódios”, que os impede de realmente deixarem alguma marca. Grande parte dos personagens secundários estavam lá apenas para não parecer que mais ninguém ia àquela escola, não tendo screen time suficiente para me lembrar das caras e muito menos dos seus nomes ou Quirks.

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As interacções entre personagens foi algo que também foi bastante genérico (principalmente entre o Midoriya e o All Might, que até enjoava de tão cliché que era), tirando talvez o avançado caso de síndrome de Estocolmo apresentado pelo protagonista em relação ao seu vizinho e bully, Kacchan Bakugou, que o atormenta à quase tantos anos como aqueles que ambos somam.

Boku no Hero Academia é um bom anime para fãs do mangá ou fãs de shounens em geral que não se importem de ir ler o mangá depois do anime, porque, como todos os shounens que não têm no mínimo 500 episódios, a história está longe de acabar.

Por MurasakiHime

6. Sakamoto desu ga?

Sakamoto desu ga? é uma comédia única que usa um tipo de humor raramente utilizado no mundo do anime. A comédia baseia-se em humor cringe, algo que está muito na moda pois normalmente este tipo de comédia dá origens a diversos memes. Devido a ser um tipo de comédia muito específica as situações de “swag” do Sakamoto têm sempre de ser originais para o anime não se tornar aborrecido.

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Este anime produzido pelo estúdio Deen não tem uma história concreta. O enredo limita-se a seguir o dia-a-dia de Sakamoto, um rapaz que é literalmente perfeito e que ninguém consegue contrariar essa perfeição. Normalmente quando existe algum personagem perfeito há sempre algo ou alguém que a qualquer momento mostra que esse personagem também tem algum tipo de falha, mas com Sakamoto isso nunca acontece.

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Como Sakamoto é completamente perfeito por natureza não existe nada que a série possa fazer quanto ao seu desenvolvimento e por isso o anime foca-se nas personagens secundárias que partilham o seu quotidiano com Sakamoto. O anime é episódico e costuma terminar de duas formas: ou com algum tipo de “moral da história” ou então na forma como os personagens mudaram depois do seu contacto com Sakamoto. Depois para quem não gosta do anime ser “pouco realista”, existe uma teoria feita por fãs que torna tudo mais claro.

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A animação não é muito fluída mas para o género de anime que Sakamoto desu ga? é também não faz muita diferença, pelo contrário até ajuda a reforçar a comédia. Ao nível do som a banda sonora parece que não conta com muitas músicas (ou então a única que me salta ao ouvido é o tema do Sakamoto) mas o opening e o ending são fantásticos. Outra coisa fantástica são as vozes dos personagens. Parabéns a Hikaru Midorikawa pela voz de Sakamoto.

Por António Santos

5. Tanaka-kun wa Itsumo Kedaruge

Tanaka-kun wa Itsumo Kedaruge é um anime sobre um rapaz chamado Tanaka que está sempre apático e indiferente, e que faz de tudo para poder não fazer nada e dormir. Durante o decorrer do anime Tanaka tenta ser o mais apático possível, contando com o seu amigo Ohta para literalmente tudo, mas as situações que lhe são colocadas forçam-no a tentar contornar essa sua natureza.

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Este anime é um slice of life que tenta narrar a sua “história” contornando um pouco a narrativa típica deste tipo de anime de forma a expor melhor o que as personagens estão a pensar apesar do que eles transmitem de um ponto de vista físico.

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Esta série é produzida pela Silver Link, um estúdio que produziu animes em algumas coisas semelhantes a Tanaka-kun como Kokoro Connect e Non Non Biyori (que para além de partilharem o estúdio, estas três séries partilham o mesmo director). O tipo de comédia puro e simples é dado muitas vezes a partir das reacções inocentes dos personagens a muitos mal entendidos mas apesar disso o anime transmite um ambiente relaxante e de entretenimento.

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A arte de Tanaka-kun é decente, os personagens são simples e pouco têm que os distinga, mas o desenho em si torna os personagens bastante fofos. A palete de cores em tom pastel são perfeitas para ajudar a transmitir a aura relaxante da série. A banda sonora de Tanaka-kun é bonita e bem escolhida tendo em conta as cenas que acontecem durante o anime, também algo um pouco esperado visto que o Director de Som é o mesmo que o de KiznaiverDe forma geral se forem adeptos de slice of life (como eu) então este anime vai com certeza agradar.

Por António Santos

4. Flying Witch

Slice of Life nunca foi dos meus géneros favoritos, por isso tinha baixas expectativas ao começar esta série, contudo Flying Witch conseguiu cativar-me de forma que já não acontecia há muito tempo.

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Produzido pelo estúdio J.C. Staff, Flying Witch leva-nos numa visita a Aomori, para onde a jovem bruxa Makoto se muda. Durante 12 episódios acompanhamos o dia a dia de Makoto e da própria cidade, a um ritmo tranquilo e natural. Ao contrário da maior parte dos slice of life não existe praticamente drama (até as próprias personagens admitem não ter nenhum problema de maior na sua vida), nem é este alguma vez forçado.

As personagens não são incrivelmente únicas, mas também não se tratam de clichés, a sua simplicidade faz com que sejam perfeitas para conduzir este tipo de história sem história propriamente dita. Apesar de umas quantas personagens aparecerem apenas em um ou dois episódios para depois serem ignoradas isso não me incomodou, pois seria a mesma coisa que o empregado do café a que apenas fomos uma vez adquirir do nada um papel fulcral na nossa vida.

Apesar de não ser do tipo que nos faz agarrar à barriga de riso, a comédia está bastante bem conseguida, sendo subtil mas eficaz.

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Outra coisa que me cativou bastante foi a abordagem à bruxaria, como uma arte subtil e discreta. Vários aspectos são apresentados, desde a prática de feitiços a figuras com significado místico (tal como o Spring Bringer logo num dos episódios iniciais) que ajudam a construir este mundo que parece só não estar à nossa vista porque não o queremos ver.

O departamento musical deixa um pouco a desejar, uma vez que ambos o opening e o ending são bastante genéricos, assim como a maior parte das músicas que passam durante os episódios.

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Em suma, Flying Witch é uma viagem bastante agradável, que não vai exactamente a lado nenhum mas que não deixa de ser menos apreciada por isso.

Por MurasakiHime

3. Concrete Revolutio: Choujin Gensou – The Last Song

ConRevo volta com uma nova temporada em que finalmente compreendemos o que se está a passar… mais ou menos…

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Os episódios que pareciam não ter ligação na temporada anterior interligam-se e aumentam a complexidade da narrativa que já não eram muito simples de acompanhar, com todos os saltos para trás e para a frente no tempo. Finalmente descobrimos o papel e a verdadeira identidade de Jiro e de muitos do outros personagens, assim como nos é dado mais contexto através do qual compreender o que realmente se passa na sociedade divida entre os apoiantes dos superhumanos e os contra a sua existência.  O final deixou um pouco a desejar em termos de conclusão, ou de vermos como as decisões feitas afectaram a sociedade, contudo não foi assim tão mau, considerando que é uma série original e a quantidade limitada de episódios que tinha.

Em termos temáticos esta série é um “all you can eat” buffet, com um pouco de quase tudo, deixando, contudo, a ultima palavra à consideração do espectador. O que é a justiça? O que é fazer bem e fazer mal? O que define um ser humano e quais os seus direitos? É só escolher.

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A animação e o art style são muito invulgares e vibrantes, com sequências de animação limpas e fluídas, como seria de esperar do estúdio Bones. A direcção complementa a animação perfeitamente, resultando em cenas puramente brilhantes.

A música continua a ser um dos pontos altos da série, com várias faixas que considero fantásticas mesmo quando tiradas do contexto dos episódios.

Por MurasakiHime

2. Koutetsujou no Kabaneri

A contribuição do estúdio Wit esta temporada foi Koutetsujou no Kabaneri. À primeira vista, a premissa desta séria original é em tudo muito semelhante ao sucesso que foi Shingeki no Kyoujin, em 2013, no qual o estúdio Wit trabalhou lado a lado com Production I.G..

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A história passa-se num Japão, no meio de uma revolução industrial, com a introdução do motor a vapor e todas as sua potencialidades. Ao mesmo tempo, decorre uma invasão de kabanes, zombies que não só são extremamente difíceis de matar, por terem como único ponto fraco o seu coração revestido de ferro, como também possuem a capacidade de aprender com as suas experiências, tornando-se inimigos ainda mais difíceis. De forma a sobreviver a esta ameaça, e utilizando as novas tecnologias, diversas linhas de caminhos de ferro e comboios fortificados foram criados como meio de mobilidade, sendo cidades construídas como estações protegidas. Ao longo dos episódios seguimos a tripulação de um dos comboios, o Koutetsujou, à medida que estes percorrem os caminhos de ferro em busca de um lugar seguro.

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Na minha opinião, um grande ponto a favor de Koutesujou no Kabaneri é a forma como retrata a sociedade e como caracteriza as personagens. Ao contrário de outras séries com temas semelhantes (da coexistência entre humanos e os seres que os ameaçam), em que raramente vemos as repercussões que essa ameaça tem na sociedade, em Kabaneri temos não só a estrutura de poder alterada como temos o que poderia ser descrito como um retrato fiel da natureza humana em casos de perigo.

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Tirando uma ou outra personagem, o cast é constituido por personalidades fortes que são na maior parte memoráveis e com os quais nos preocupamos. Os character designs e o art style em geral têm um estilo muito retro, o que também ajuda a sobresair personagens particulares. Outra vantagem deste estilo é que funciona muito bem quando colocado em modelos 3D, tornando as sequências CG muito mais fluídas do que normalmente seriam.

A banda sonora tem algumas entradas bastante boas, mas na generalidade cai dentro da norma. Há contudo que destacar o opening pela sua qualidade visual e a forma como acompanhava perfeitamente a música, e o ending por encapsular o lado mais dramático da série.

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Devido à falta de episódios a história não chega a ter nenhum final minimamente satisfatório, sendo esta a principal razão pela qual Kabaneri não está em primeiro lugar neste top. É verdade que sendo um trabalho original pouco provalvemente terá uma segunda temporada (pensado melhor, ConRevo também é original e tem uma segunda temporada…), mas depois de tudo o que aconteceu no último episódio, apenas mais um episódio seria suficiente para (talvez depois de um time skip, para as coisas retomarem algo parecido à normalidade) mostrar como tudo tinha mudado e terminar numa nota mais conclusiva que a que tivemos.

Por MurasakiHime

1. Kiznaiver

Kiznaiver, do estúdio Trigger, apresenta-nos uma série de jovens que acabam a ser parte de uma experiência que entre-liga a sensação de dor entre todos os envolvidos chamada Kizna System, na esperança de, eventualmente, alcançar paz mundial através da partilha da dor.

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Em termos de história, o anime não volta a tocar no tema inicial da paz mundial, em vez disso focando-se na personagens, nos seus passados (em alguns casos) e as suas inter-relações (ou falta delas). As personagens em si não têm muito que se lhe diga, algumas têm um pouco de desenvolvimento e backstory, mas na generalidade a maior parte são clichés com pouca ou nenhuma personalidade fora do seu tipo de cliché.

As interacções e a dinâmica entre personagens tão diferentes é interessante e acho que foi bem explorada, contudo o súbito aparecimento de um pentágono amoroso do nada não favoreceu muito essa vertente da história. Mais para o final, o foco está mais na natureza de amigos e de como partilhar emoções e comunicar com outros, algo que apesar de não ser original tornou o anime um pouco mais interessante.

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A animação é provavelmente a melhor desta temporada, com animação fluída, principalmente a nível dos cabelos que são tratados quase individualmente em vez de como uma massa, e de expressões corporais. Os character designs não são exactamente originais, sendo altamente inspirados por trabalhos anteriores do staff, nomeadamente Kill la Kill e Gurren Lagann (o que está longe de ser mau para fãs dos referidos animes).

Os opening e ending são bastante bons, com bom sincronismo entre musica e animação, mas a musica em si, durante os episódios, não é nada de especial, tomando apenas o foco nos momentos em que puxar a emoção era necessário, e mesmo aí o seu efeito é duvidável.

Apesar de todos os problemas, no final do dia Kiznaiver consegue deixar um sorriso na cara e um quentinho no coração, deixando-nos acreditar que nunca estamos sozinhos e que amigos de verdade são possíveis mesmo entre pessoas muito diferentes.

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Por MursakiHime


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