TOP 25 Animes Recomendados da Temporada de Verão 2016

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Tendo em consideração as séries que acompanhámos durante a temporada passada, a equipa do Anihome apresenta o seu TOP Animes Recomendados da Temporada de Verão de 2016.

25. Masou Gakuen HxH

Production IMS porque é que não estou impressionado com o facto deste anime te pertencer? Parece que quase tudo o que a Production IMS lança ultimamente são os típicos ecchi harém clichés sem enredo nenhum e que, de certa maneira, beneficiavam mais se fossem um hentai por inteiro. Para ser honesto, nem tenho muito a dizer. Se viram Hundred ou Shinmai Maou no Testament (ambos da Production IMS entre outros) já sabem tudo sobre Masou Gakuen HxH.

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Nesta série, a humanidade é mais uma vez ameaçada e necessita de bravos guerreiros (neste caso guerreiras) para combater o mal que se aproxima. Estas guerreiras encontram-se todas num estabelecimento escolar para onde a personagem principal, Hida Kizuna, é transferida. Estas raparigas da secundária utilizam um armamento muito sofisticado que, quando equipado, utiliza a força vital para ter energia. A única maneira de recuperar essa energia ou de dar um upgrade de modo ao equipamento ficar mais forte é realizar um ato chamado Hybrid Climax. O trabalho do nosso protagonista não é lutar e ser melhor que todos, mas sim ajudar as meninas a atingir esse “Climax”, e sim, é mesmo o que parece. Kizuna começa então a formar o seu harém e a tornar as raparigas cada vez mais fortes através de diversas situações eróticas (e que são mesmo diversas porque corremos quase todos os tipos de fantasias neste anime).

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A nível de animação não se destaca muito (a não ser pelo CGI que se destaca pela negativa) e no seu estilo artístico também não existe algo para referir. São simplesmente banais, cumprem os requisitos mínimos para não ser considerado abaixo da média. A nível sonoro também está dentro dos padrões do razoável. Agora é só esperar pela segunda temporada que está para vir…

Por António Santos

24. Fukigen na Mononokean

Do estúdio Pierrot Plus chegou-nos esta temporada Fukigen na Mononokean, uma série sobre espíritos e exorcismos num estilo muito shoujo.

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A história começa quando Ashiya Hanae descobre que está possuido por uma criatura – um youkai – e tenta procurar ajuda para se ver livre dela. Acontece que o exorcista que acaba por o ajudar é o seu colega de turma, Abeno Haruitsuki, que torna Ashiya no seu assistente como forma de pagar pelo exorcismo. Juntos trabalham para enviar youkais para o underground, habitado exclusivamente por youkais, vendo-se em todo o tipo de complicações para completarem a tarefa.

A história não desenvolve muito mais do que isto, sendo principalmente episódica, à volta de cada um dos youkais, mas nenhuma das histórias destes é muito interessante. Lá para o fim há uma tentativa de drama que acaba por não funcionar e realmente deixa um mau sabor na boca após o final (que foi o mais genérico imaginável).

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setting da história é bastante banal, quase tão aborrecido como as personagens, não deixando grandes memórias devido, também, ao seu estilo clássico de shoujo mangá. A animação nunca é nada de especial, sendo mesmo má em alguns momentos (os monstros de CGI dão-me cancro). Pior que a animação só mesmo a música, especialmente o opening e ending.

Recomendo apenas a grandes fãs de shoujo que já viram todos os outros shoujos existentes e só querem ver a carinha de bishounen do Abeno enquanto ele grita com o retardado do Ashiya como uma tsundere de pacote.

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Por MurasakiHime

23. Arslan Senki: Fuujin Ranbu

Continuando directamente onde a primeira temporada acabou, não há muito que tenha acontecido de novo nesta temporada de Arslan Senki.

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Este pequeno arco, de apenas 8 episódios, mantem a guerra como grande tema, reforçando prespetivas dos dois lados do campo de batalha, de modo que os “bons” e os “maus” dependem de preferências pessoais uma vez que ambas as fações possuem pessoas que queremos ver vingar e outras… que deviam morrer no inferno. O grande evento acaba por ser a fuga do Rei Andragoras III do seu cativeiro, retomando o seu lugar como Rei de Pars. Ao encontrar-se com Arslan, o Rei acaba a exilar o jovem por ter agido como Rei enquanto o verdadeiro “Rei” continuava vivo, podendo apenas voltar ao reino acompanhado de um exército de 50 mil homens. Destroçado com a aparente tarefa impossível, Arslan regressa à estrada, tendo como primeira paragem a cidade portuária de Gilan, recentemente sofrendo constantes ataques de piratas.

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Da parte do estúdio, LIDENFILMS, não houve nenhuma inovação de maior em relação à primeira temporada, quer a nível da qualidade de animação, quer de som (se bem que  houveram uns episódios em que o mix entre o dialogo e a música estava tão desequilibrado que quase não se conseguia ouvir o que as personagens diziam).

Quem viu e gostou da sequela deve provavelmente acabar por ver esta série, mas em grande parte devido ao curto número de episódios, Fuujin Ranbum fica a saber a pouco e na prática muito pouco acotence, o que torna mais difícil para o espectador voltar a ficar investido na história e nas personagens depois de tanto tempo passado desde a primeira temporada.

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Por MurasakiHime

22. Servamp

O estúdio da Brain’s Base presenteou-nos esta temporada com Servamp, um anime que trata de vampiros e de ligações interpessoais enquanto tenta ser sério e cómico ao mesmo tempo. Bem, não é que a Brain’s Base não fosse capaz do o concretizar, mas infelizmente não conseguiu. Este estúdio faz lembrar aquela tia que te costuma oferecer presentes bastante bons como Baccano, Durarara!!, Spice and Wolf, etc (são tantos animes que merecem referência) e este ano resolveu surpreender-te pela negativa com Servamp, o semi-yaoi vampiresco (gatesco? Porco-espinhesco? São tantas as variações de “vampiro” neste anime que não sei como denominar).

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Servamp é adaptado do mangá homónimo e trata do típico personagem principal que teve uma infância complicada e que decide adotar um gato abandonado. Pois acontece que esse gato é o vampiro representante do pecado capital preguiça, e quando o seu dono Mahiru Shirota descobre, acabam por formar um contracto acidental. Agora só têm de combater o mal juntos e encontrar os restantes pecados capitais.

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Este anime conta com diversos problemas, o maior deles é que se esforça demasiado. Esforça-se demasiado em mostrar o valor da amizade e falha em diversos pontos. É impossível sentir alguma coisa sobre essa premissa quando nos estão a tentar empurrá-la garganta abaixo, e isso torna tudo pouco natural resultando no exato oposto do que queriam. Os personagens são os representantes clássicos dos outros animes do género e por isso bastante clichés e pouco interessantes (só por isto a premissa de eu me emocionar com o valor da amizade vai por água abaixo).

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O melhor deste anime está no departamento áudio-visual. A arte é bastante decente e a animação também consegue ser bastante boa, tornando uma ou outra luta no anime interessante de ver pelo simples eye candy. A banda sonora também está bem composta e é agradável, mas o mau uso dela torna-a repetitiva e cansa o ouvido por estar a ouvir sempre a mesma coisa. De qualquer forma é possível ver este anime até ao fim se não tivermos mais nada de interessante para fazer.

Por António Santos

21. Kyoukai no Rinne 2nd Season

Kyoukai no Rinne vem pela segunda vez (e ainda vem uma terceira) aos nossos ecrãs através do estúdio da Brain’s Base e vem apresentar mais do mesmo que vimos na primeira temporada.

A história fala de Rinne, um Shinigami bastante pobre que vai fazendo o seu trabalho com o pouco dinheiro que tem e com a ajuda dos seus amigos, principalmente de uma rapariga chamada Sakura Mamiya, que tem a capacidade de ver espíritos.

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Algo a reforçar desde início é que este deve ser um dos animes mais neutros que eu já vi. Não consigo dizer que adorei, mas também não posso dizer que desgostei. Kyoukai no Rinne é um shounen episódico com muitos altos e baixos, desde a primeira temporada, tendo uns episódios bastante aborrecidos e outros divertidos (apesar de nesta temporada a quantidade de episódios divertidos prevalecerem). Apesar de ser considerado um shounen, eu consideraria mais como um romance subtil, pois mais importante que derrotar o chefe dos Damashigami (a organização maléfica equivalente aos Shinigami) é o relacionamento entre Rinne e Sakura. É tão importante que todo o progresso que este anime faz é em relação a esse tema, algo que atinge o auge durante esta segunda temporada.

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Os personagens são bastante simples e nenhum deles chama a atenção em especial, mas formam um grupo bastante conciso devido à própria natureza do anime ser plana. A animação é bastante razoável e a arte é também básica, de tal forma que faz um pouco lembrar alguns animes dos anos 90. A banda sonora é agradável e bonita na maior parte das vezes e é bem utilizada com o que se passa durante a série. O segundo opening é a minha coisa favorita deste anime, está muito bem construído e bastante bem pensado e a música Ainii dos CreepHyp encaixa que nem uma luva (apesar deste vídeo estar bem melhor realizado, em termos musicais ainda não bateu a Ouka Ranman dos Keytalk, a abertura da primeira temporada).

Por António Santos

20. Handa-kun

Handa-kun, do estúdio Diomedea foi, para mim, o anime que mais me desiludiu esta temporada. Desiludiu-me porque eu tinha uma expectativa bastante alta para esta série e era uma das estreias que eu mais antecipava para este Verão. Claro que as minhas expectativas foram fundamentadas pelo facto de Handa-kun funcionar como uma espécie de prequela que não é em nada parecido com um dos meus animes preferidos –  Barakamon – e com o facto de eu não ter lido o mangá homónimo no qual este anime se baseia.

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O protagonista desta série é Sei Handa (o mesmo que Barakamon) que durante o seu tempo de escola é uma pessoa bastante introvertida e com problemas de socialização, que pensa que é o centro das atenções porque todos o odeiam e lhe querem fazer mal quando o que acontece é exatamente o oposto e todos o idolatram e querem bem. Todos tentam interagir com esta figura quase divina que é Handa, e devido à má interpretação das situações que Handa tem, pode levar a situações bastante engraçadas. O problema é que ao fim de alguns episódios a premissa nunca muda e a série começa a entrar num ciclo bastante repetitivo e aborrecido. Handa-kun segue o género de anime de Sakamoto desu ga, só que acaba por não ter tanta piada por ser tão repetitivo e um pouco genérico. Apesar de tudo isso o final do anime conseguiu ser decente apesar de bastante previsível.

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A nível de animação, não é nada de extraordinário e serve bem para aquilo que Handa-kun tenta fazer. O mesmo se pode dizer da banda sonora que é bastante genérica, tirando o opening (The LiBERTY dos Fo’xTails) que é bastante agradável de ouvir (apesar de algumas pessoas poderem pensar que algumas partes são um bocadinho pesadas).

Por António Santos

19. Taboo Tattoo

Se tivesse de utilizar uma única palavra para descrever Taboo Tattoo, essa palavra seria edgy. A série, tal como muitas outras, tem uma fundação bastante simples: temos um jovem protagonista, Akatsuka Seigi, com valores morais bastante definidos, que ganha poderes (sob a forma de uma tatuagem) o que faz com que ele se veja obrigado a fazer coisas que muitas vezes contrariam aquilo em que acredita. À medida que a história avança é quando as paredes da casa começam a abanar, com a introdução de plot twists que acabam por prejudicar mais a história do que a ajudar e tornar mais interessante, de tal modo que, no final, o telhado nem se aguenta, porque os pilares já estão a cair aos bocados com o peso dos erros e das incoerências. Verdade que este está longe de ser o único anime que sofre deste problema, mas foi o mais evidente da temporada.

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Os character designs eram bastante banais para este tipo de série, contudo a animação, pelo estúdio J.C. Staff, está bastante boa principalmente nas cenas de ação (que é capaz de ser a única razão pela qual alguém veria isto, para ser honesta). A música não é nada de especial, não tendo nenhuma faixa que me tenha chamado a atenção em particular.

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De facto, a ação é o ponto alto da série mas, mesmo assim, como nem as lutas fazem muito sentido por causa da utilização excessiva dos poderes, pelo que apenas recomendo a quem tiver fetiches com nomes parvos e em mau engurisho como Fluesy Bluesy (Fruezy Buruezy) ou Blood Blackstone  (Burado Burackusutone).

Por MurasakiHime

18. ReWrite

Esta temporada o estúdio da 8bit trouxe-nos Rewrite, um anime adaptado de um visual novel com o mesmo nome. Esta série deixa a pairar um sentimento de mistério desde o primeiro episódio, apesar de não dar a entender as voltas que a história irá dar ao longo dos episódios.

O anime começa por ser um clássico slice of life escolar onde o protagonista vai formando o seu grupo de amigas à medida que vão fazendo atividades para o seu clube, o Clube do Oculto. À medida que a história vai avançado o enredo começa a engrossar e aos poucos e poucos vamo-nos apercebendo das coisas que rodeiam não só o protagonista, mas também todo o mundo. Quando damos por nós, deixamos de ter uma comédia slice of life para termos algo mais de ação com um ambiente muito mais pesado.

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Esta mudança de temática foi bastante bem conseguida por ter sido introduzida gradualmente e o anime executou na perfeição certos momentos de suspense que foram bastante eficazes e me fizeram querer esperar pelo próximo episódio. A grande falha deste anime é a sua conclusão. Não penso que o final tenha sido mal executado ou que fosse um mau final, o meu problema é a desilusão que nos deixa depois de criarmos tantas expectativas para aquilo que queremos que os personagens consigam e que no fim não valeu de nada.

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Rewrite conta com um desenho bonito e tem uma boa utilização de luzes e cores. A animação já não é tão boa e é bastante bipolar. É bastante inflexível e por vezes parece que os personagens estão a flutuar nos planos de fundo quando se mexem e algumas cenas de luta parecem tiradas de Dragon Ball Super; outras vezes até são razoavelmente boas para apreciar uma boa luta. Algo que ainda estraga um pouco as coisas é a utilização de identidades completamente criadas por CGI, que não se conseguem enquadrar com o resto da série e que simplesmente ficam mal.

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O que é bastante bom nesta série é a sua banda sonora. As faixas que compõem a banda sonora são a estrela do anime pois, mais que tudo, são o que conseguem fazer a maior parte do ambiente. E se alguma vez se sentirem bastante integrados na cena ou numa certa situação, tenho quase a certeza que vai ser obra da belíssima música deste anime.

Por António Santos

17. Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin

Ikta Solok é um jovem preguiçoso que tentar aplicar o menor esforço em tudo o que faz- Contudo, o seu intelecto faz dele um estrategista exímeo. Quando brota a guerra entre o império de Katjavarna e a república de Kioka Solok, os seus amigos são chamados à linha da frente para lutar contra os invasores.

A história é uma confusão de ideias logo desde o início, sendo uma abordagem um pouco idealista do que é a “tropa” (mesmo quando pessoas morrem e os protagonistas têm de arcar com as consequências) porque vai contra 99% das regras da hierarquia militar. Pretendentes serem promovidos a comandantes do seu próprio pelotão depois de terem mostrado serem “capazes” numa missão (é verdade que isto tem muito haver com a influência que a princesa teve, mas mesmo assim há limites) é simplesmente algo que não acontece num espaço de tempo tão curto. As políticas quer de regência do império quer bélicas também estão um pouco confusas, de tal modo que nem as personagens parecem compreender nada do que se está a passar em muitos casos.

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Nenhuma das personagens é particularmente interessante nem marcante, facto que os character designs completamente banais não ajudam. Os seus papéis na história variam muito, de serem quase principais para completamente metidos no meio da multidão de personagens secundários (que são aos magotes).

Nejimari é um bom exemplo do quão baixo o estúdio Madhouse tem caído nos últimos tempos (contudo a light novel original também tem parte da culpa no departamento da história). A animação é bastante normal, tendo alturas em que é particularmente má, de modo que dói olhar para o ecrã, sendo isto em parte devido ao quão maus os character designs ficam quando animados de certos ângulos. A música não tem muito que se lhe diga, não sendo nada de marcante, sendo o opening simplesmente irritante.

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Não recomendo mas também não impeço ninguém de ver. Preparem-se para guerra e lutas mal coreografadas, com lógicas e esquemas que são simplesmente estúpidos mas apresentados de forma a parecerem inteligentes (coughcoughcodegeasscoughcough).

Por MurasakiHime

16. Tales of Zesteria the X

ufotable decidiu, uma vez mais, adaptar um jogo para anime: desta vez uma das entradas na série Tales, Tales of Zesteria the X (para quem está na dúvida como se pronuncia o nome, os nipónicos dizem “Tales of Zesteris the cross”). Se há uma coisa que já esperamos quando vamos para uma série produzida pela ufotable é que os visuais  vão ser espetaculares, e Zesteria não é exceção, sendo este o aspecto mais atrativo sobre a série.

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Em relação à história, a espetacularidade perde-se logo no facto desta ser obviamente muito maior do que o que está apresentado na adaptação, não só por causa do final aberto, mas também porque muitas coisas que aconteceram lá para o meio ficaram um bocado coladas com cuspo e pouco desenvolvidas (principalmente o ramo da história que segue Velvet Crowe, cadê ela no resto dos episódios?). Mesmo que a história não tivesse esses problemas pecaria por ser ridiculamente aborrecida, algo que provavelmente sofreu pelo facto do material original ser um RPG.

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Se o objectivo desta adaptação era que eu fosse jogar o jogo original, foi um tiro ao lado. Quem no seu perfeito juízo ia jogar um jogo cuja história já se sabe e o quão aborrecida também já se sabe que é? Recomendo apenas se querem ver algo bonito simplesmente para passar o tempo enquanto os filmes de Heavens Feel (provavelmente o projecto de ufotable mais antecipado de momento).

Por MurasakiHime

15. Fate/kaleid liner Prisma☆Illya 3rei!

Fate/Kaleid liner Prisma☆Illya 3rei! é a quarta temporada do anime preferido de todos os lolicons (brincadeira). Este anime produzido pelo estúdio da Silver Link começou, de facto, como uma série de carácter bastante alegre e cómico tudo misturado com uma grande quantidade fanservice de yuri lolis.

Mas agora a história é outra. O anime sempre teve um enredo onde se apoiar e o desenvolvimento do mundo alternativo de fate onde Illya é uma mahou shoujo tem o seu plot muito mais vincado, e os momentos mais leves e divertidos são apenas ocasionais ou são expressos através de certas personagens (como a nova amiga de Illya: Tanaka-san) que estão lá para um trabalho de comic relief.

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Esta é a quarta temporada por isso não dá para falar muito sobre o conteúdo da série sem dar algum tipo de spoiler a quem não viu as últimas três temporadas. Apesar disso, posso dizer que a atmosfera do anime mudou gradualmente desde a primeira temporada, quase sem nos apercebermos disso, e agora tem uma aura muito mais séria do que o início e conta com várias cenas de ação e situações relativamente complicadas onde escolhas difíceis têm de ser feitas. E penso que ainda teremos direito a uma quinta temporada.

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No campo visual e auditivo, a Silver Link fiz um ótimo trabalho para tentar equilibrar este Fate/kaleid com o clássico Fate da ufotable, que todos conhecem pela ótima produção audiovisual. A animação é bastante suave e fluída, e existe um ótimo equilíbrio de cores que mantém tudo vivo, apesar de conseguir transmitir a sensação de escuridão na mesma. A banda sonora não fica atrás da animação e da arte: estas enquadram-se no anime, algo que já se tinha revelado nas outras temporadas.

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Por António Santos

14. Battery

O estúdio Zero-G adaptou esta temporada uma novel sobre baseball. Focando-se principalmente em Harada Takumi um prodígio de pitcher e de mau feitio.

Os personagens não agem como jovens do 7º ano, parecendo mais velhos, e agindo em muitos dos casos de forma simplesmente irrealista. Tomando como exemplo Harada, o personagem principal, que é o menos realista de todos: se um puto de 15 anos se comportasse como ele na vida real era apenas uma questão de tempo até levar uma estalada da mãe ou do avô por todas as baboseiras que lhe saem da boca e por toda a porcaria que ele faz. O nível de desrespeito pelos mais velhos (algo altamente valorizado no Japão) não passa apenas pelos parentes mais próximos, estendendo-se ao treinador e aos elementos mais velhos do clube de baseball ao qual se acaba por juntar. A constante atitudezinha de superioridade irritou-me profundamente, tirando grande parte do interesse que uma série sobre baseball (desporto pelo qual não tenho o mínimo interesse) poderia ter.

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O drama entre as personagens, um dos principais pontos que poderia fazer com que o anime se destacasse acima de outros animes sobre desporto, é muito barato e pouco elaborado, acabando por ser monótono e desinteressante. Apesar de haver tensão constante quer entre as equipas adversárias quer dentro das próprias equipas, esta, muitas vezes, roda à volta de Harada, dando ainda mais a impressão de que ele está no centro do mundo. Uma vez que como vemos a narrativa da perspetiva de alguém que já tem a cabeça metida no seu rabo, este tipo de abordagem só põe à prova a minha paciência.

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Como não tenho nenhum gosto particular por baseball nem sou muito versada nas mecânicas do jogo, acabo muitas vezes completamente desinteressada quando a equipa treina ou joga contra outras escolas porque o anime não faz nenhuma tentativa de explicar as regras ou o que tem o baseball de melhor que os outros mil desportos que se vêem em outros mil animes sobre desporto. Não que me sinta confusa, simplesmente não sou capaz de me interessar pelo que se está a passar durante um jogo, e mais um possível elemento de tensão perde-se. É verdade que se evitaram prolongadas sequências de exposição, mas há que ter a certeza que a audiência está a acompanhar o que se passa.

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Sendo uma produção Noitamina, o art style em aguarela e animação bastante fluida têm elevada qualidade e consistência (apesar dos character designs não serem nada de especial). A música também está bastante bem escolhida, principalmente os temas dos opening ending.

Recomendo a fãs de drama barato ou de baseball… tirando isso não sei quem goste de battery…

Por MurasakiHime

13. Orange

Orange é mais uma entrada com time resets  desta temporada, que desta vez é introduzida sob a forma de cartas que vieram do futuro avisando um grupo de cinco amigos que o novo aluno da turma se vai suicidar dali a pouco tempo, e a pedir para estes impedirem que tal evento aconteça. Há que manter em mente que isto se trata de um clássico shoujo, por isso é de estranhar quando a premissa tenta ter um bocado de história mais séria.

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A animação, pelo estúdio Telecom Animation Film, é bastante boa, dando muita fluidez aos character designs típicos dos shoujos, com grande foco nos cabelos, dando muito mais impacto em certas cenas e composições de frames. Contudo, na realidade, a maior parte da animação não é nada de especial pois a maior parte dos frames são basicamente painéis de mangá com pequena animação e/ou têm uma qualidade bastante mediana (as caras de aborto com que as personagens ficam mal a “camera” se afasta são hilariantes). A banda sonora no total não é nada de especial, contudo o opening cativou-me devido à combinação da música com os visuais, ficando uma combinação muito agradável.

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O anime acaba por ser desinteressante porque as personagens são completamente desinteressantes e planas. Apesar de se passar muito tempo dentro do circulo reduzido dos 6 personagens principais, a falta de personalidade deles não deixa muito com o que trabalhar e toda a jornada de salvar o outro rapaz fica super sensaborona porque não tenho interesse em sequer saber se ele morre ou não.

Outro aspecto que seriamente reduziu a minha apreciação da série foi o quão rebuscado todo o conceito da carta é,  principalmente quando as próprias personagens passam grande parte da série a questioná-lo e à sua eficácia de realmente alterar o passado.

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Apenas recomendo a amantes de shoujo  e do género em geral (estilo de arte particular e amor por relações que nunca chegam a acontecer por causa da regra de ouro dos shoujos, de que mais vale acabar o anime do que os jovens começarem a namorar).

Por MurasakiHime

12. Berserk

Os estúdios da Millepensee e da GEMBA trouxeram-nos esta temporada passada o melhor jogo da Playstation 2 de 2016. Apesar de ser o melhor deste ano continua muito aquém do antigo jogo que saiu em 2004, também para a Playstation 2.

Nestes últimos tempos temos presenciado a invasão da cultura do CGI ao mundo do anime, temos como exemplo Ajin que saiu em Janeiro deste ano e que foi animado quase totalmente com CGI, desta vez temos Berserk 2016. Percebo que o CGI seja o infeliz futuro do anime e que a animação em 2D se torne cada vez mais rara (obrigado Kyoto Animation por não deixares esta arte morrer), mas a verdade é que nesta fase em que vivemos, e ainda estamos a presenciar o início da revolução, o CGI é algo que me tortura.

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Como muitos sabem, Berserk é adaptado do mangá com o mesmo nome da autoria de Kentarou Miura e que é considerado por muitos um clássico da cultura otaku. Podem não gostar da temática violenta, podem nunca ter lido o mangá, nem ter visto os animes (tanto o de 1997 como o de 2016) e podem nunca ter jogado os jogos, mas toda a gente conhece Berserk. Berserk começou a ser publicado em 1989 e marcou logo a sua presença na cultura otaku. É bastante conhecido pela sua aura negra de fantasia medieval cheia de violência e gore de todos os tipos e por fazer os seus leitores encolherem os dedos ao ler algumas das suas passagens. Com tanta coisa a rodar em volta do mangá, quando se sabe que vai existir uma adaptação animada existem expectativas mínimas para aquilo que o anime deveria ser. Infelizmente, o anime não cumpriu as expectativas da maioria e muitos declarados fãs de Berserk nem sequer decidiram acompanhar esta nova adaptação, e eu percebo porquê.

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A história do anime continua a ser a mesma que está representada nas páginas do mangá. Está bem escrita e existe desenvolvimento das personagens e só por isso eu arriscaria dizer que o anime continua lá no fundo a ser o clássico Berserk. O problema é o facto da série não conseguir transmitir a montanha russa de sentimentos que Berserk é suposto dar. Existe censura no anime, isso é algo a que estamos habituados, mas fazê-lo em Berserk é cortar metade do conteúdo. A violência e o gore não funcionam como em muitos animes em que a causa de tanto sangue é apenas tornar a série edgy; aqui existem fundamentos de modo a explicar uma realidade bastante negra que é a realidade onde Guts (a personagem principal) vive.

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A animação é o que já referi. A existência do CGI torna a animação muito menos fluída e é uma abordagem bastante errada na minha opinião para uma adaptação em que o movimento e a fluidez têm de ser constantes. Em vez de me dar uma sensação de perigo ou de me obrigar a sentir alguma coisa pelos personagens, a única coisa que me dá vontade é de rir. Uma coisa bastante boa nesta nova adaptação de Berserk é o Opening (que é animado em 2D em contraste com o anime) e que conjugado com a música “Inferno” dos 9mm Parabellum Bullet cria um início de episódio bastante badass. Na parte sonora não tenho grande coisa a comentar: a banda sonora de Berserk é bastante adequada ao seu estilo e é capaz de ser a coisa mais positiva de toda a produção.

Por António Santos

11. Kono Bijutsubu ni wa Mondai ga Aru!

O estúdio Feel apostou num slice of life com visuais que pareciam uma mistura de estilos de outros estúdios (principalmente o character design  de Uchimaki Subaru, que parece saidinho de um anime da Kyoto Animation) sobre as tropelias do clube de pintura com membros que parecem mais virados para fazer outras coisas do que pintar.

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A história… é inexistente, como é normal neste tipo de animes, e a comédia nem sempre funciona, mas é uma experiência bastante confortável, para sentar no sofá e aproveitar (apesar de, às vezes, a repetição das mesmas piadas muitas vezes se torne cansativo, e que algumas vozes sejam um tanto irritantes).

Como também é costume, a parte romântica nunca vai a lado nenhum, mas também não é por isso que ninguém vai ver este anime, sendo em vez disso um dos pontos de comédia (e um dos mais eficazes, já agora).

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Recomendo a fãs de slice of life que se queiram rir um bocado mas ser mais entretidos do que outra coisa, porque alguns momentos são genuinamente deliciosos, tal como os episódios em que a pequena Moeka aparece :3.

Por MurasakiHime

10. ReLIFE

ReLife é o anime que o estúdio da TMS Entertainment decidiu lançar todos os treze episódios no primeiro dia da Temporada de Verão. Isto deu uma grande vantagem a ReLife sobre os outros animes sazonais, devido ao facto das pessoas poderem todas fazer uma maratona dos treze episódios e terminar logo este anime. Isto é uma vantagem porque ReLife é um anime que se foca nas relações entre personagens e estende os problemas entre episódios, e a melhor forma do telespectador sentir aquilo que a TMS Entertainment quer que sintamos é realmente ver os episódios todos de uma vez.

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A história foca-se em Kaizaki Arata, um semi-NEET mal sucedido na vida (devido a condições um pouco especiais) e que desde que deixou o seu primeiro emprego nunca mais conseguiu ter uma vida estável. Até que um dia lhe oferecem um emprego bastante especial: trabalhar no projecto ReLife. Este projecto consiste em consumir um fármaco especial que o faz rejuvenescer e frequentar uma escola secundária. A experiência tem a duração de um ano e passado esse tempo todos se esquecerão do sujeito da experiência. O objectivo de passar por esse trabalho todo é fazer com que o sujeito, neste caso Kaizaki Arata, consiga viver uma segunda vida (ReLife duh) de modo a usar a sua cabeça de adulto para ajudar os seus colegas, mas principalmente para mudar o seu próprio estilo de vida e conseguir voltar à sua realidade de adulto com outra visão das coisas.

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ReLife é um anime essencialmente sobre decisões de vida e que tenta passar a mensagem a todas as pessoas de que temos de viver a vida a cada momento e que não nos devemos deixar ir abaixo. Apesar de ter um tema forte e, de alguma forma pesado, o anime não segue por completo a essência do seu tema. ReLife está repleto de momentos de comédia, de hype quando considerarmos o típico fangirling cada vez que vemos algum ship a ir a algum lugar, e emotivo com os momentos mais sérios do anime. Tudo isto consegue atravessar o ecrã porque as personagens estão bem construídas, sendo possível relacionar-nos com uma ou mais, já que as situações onde as personagens se encontram muitas vezes são situações que reconhecemos da nossa própria vida. Mesmo assim, tenho dois problemas com este anime (em relação ao seu progresso e história): o primeiro é que há problemas bastante típicos de raparigas de secundária e que demoram um episódio e meio para resolver quando era facilmente resolvido em apenas um (mas pronto é um anime com raparigas de secundária e o anime faz bem em proceder desta forma; eu é que acho que fica um pouco aborrecido); o outro problema é um problema das adaptações para anime em geral. ReLife é baseado no mangá do mesmo nome da autoria de Sou Yayoi e que ainda está a ser publicado, isto quer dizer que a história não fica contada apenas em treze episódios, deixando assim o progresso a meio e obrigando-nos de certa forma a ir ler a fonte original do trabalho porque ficamos com um sentimento de incompletude e nunca sabemos se existirá uma segunda temporada.

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A arte e a animação são a maior falha deste anime (como em Orange, também da TMS Entertainment). Devido à qualidade de tudo o resto, o departamento artístico passa um pouco ao lado, mas por vezes não dá mesmo para não notar. A arte dos personagens é inconstante, o desenho do seu perfil varia consoante as cenas e as caras ficam um pouco derp. A animação também é bastante rígida e por vezes acaba por afetar uma cena ou outra durante o anime; se fosse fluída conseguíamos aproveitar 100% do momento em vez de ficarmos um pouco cringy. O som está de parabéns: não são grandes obras artísticas mas adequam-se aos momentos em que são reproduzidas durante o anime. O melhor aspecto musical está mesmo no opening, Button dos Penguin Research, que gosto de ouvir sem parar e nos endings, que são dez ao todo e que dão um ambiente bastante apropriado ao final de cada episódio.

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Por António Santos

9. Momokuri

Momokuri é um ONA pelo estúdio Satelight que conta a história de Kurihama Yuki e a forma quase ilegal como acompanha o dia a dia do seu amado Momo-kun, tirando-lhe fotos à socapa e surripiando os seus pertences. Momotsuki Shinya (dito Momo-kun) é um rapaz pequeno e franzino que sofre bastante por não ser de todo masculino, sendo muitas vezes caracterizado como “fofo” pelos amigos. Cedo na história, Yuki confessa os seus sentimentos a Shinya e passamos a ver como se desenrola, então, esta relação com detalhes tão fora do vulgar.

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Um dos grandes pontos fortes da série é vermos o quão dedicado cada um é à sua relação, e as formas engraçadas em que as suas personalidades, complexos e manias acabam por combinar. Os problemas e tiques das personagens são algo que não estamos nada habituados a ver, mas as formas como são aceites como parte da relação também têm o seu charme.

Um grande foco é colocado nos personagens secundários, mas não como agentes passivos da história. O cast secundário é quase tão importante como os pombinhos, porque sem os seus amigos a relação deles estava condenada ao desastre. Gostei bastante do desenvolvimento de Sakaki Rio como um grande pilar de apoio quer para Kurihama quer para Momo-kun em vez de ser apenas uma ferramenta para mais um genérico triângulo amoroso.

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A animação não é nada de especial, talvez sendo demasiado fiel ao formato original de web mangá, e nem o é a música. Os character designs têm uma fofura inerente, mas são na generalidade bastante pouco marcantes.

Recomendo a quem goste de subversões do género romântico, uma vez que Momokuri (cujo o nome é basicamente os nomes dos personagens principais conjugados como os fãs costumam fazer com pairings) desafia algumas normas, mas também não esperem que eles andem na marmelada, porque eles são demasiado inocentes para isso ( ͡° ͜ʖ ͡°).

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Por MurasakiHime

8. New Game

Em New Game seguimos Suzukaze Aoba, uma nova empregada na empresa de jogos Eaglejump, e as suas desventuras como character designer na segunda sequela do jogo que fez com que ela quisesse trabalhar na indústria.

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As personagens são um pouco a dar para o esquéciveis (tirando o ouriço cacheiro, prémio de melhor personagem Verão 2016) e a atmosfera CGDCT esbate um bocado a ideia de que o anime tentava passar de que era preciso muito trabalho e dedicação para conseguir vingar na indústria (uma vez que, apesar de estarem apertadas com tempo para terminar o jogo, só víamos o departamento de character design a beber chá e comer bolachas durante o que parecia ser a maior parte do dia de trabalho). Os próprios character designs quer das personagens do anime quer das personagens dentro do jogo criado são um pouco banais e nada de especial. A palete muito variada de cores vibrantes ainda acentuava mais o espírito slice of life, pois as cores eram demasiado brilhantes para traduzirem um mundo realista (coisa que séries como Shirobako faziam perfeitamente).

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O estúdio Doga Kobo fez um excelente trabalho ao animar as personagens. os movimentos eram fluídos e naturais, e estavam por norma dentro dos designs. A música não tinha nada de particular e a história em si não era muito interessante, principalmente porque nada de especial acontecia com frequência suficiente para haver um progresso constante, sendo em vez disso como que uma coleção de eventos que aconteceram no escritório. De longe, a parte mais interessante foram as interações e as relações entre as várias personagens.

Por MurasakiHime

 7. Love Live! Sunshine!!

Um ano depois de Love Live! School Idol Project ter oficialmente terminado com Love Live! The School Idol Movie, o estúdio Sunrise traz-nos Love Live! Sunshine!!. Desta vez deparamo-nos na escola secundária para raparigas Uranohoshi, em Uchiura, uma pequena cidade portuária, onde encontramos Takami Chika que quer seguir as pegadas do seu grupo de ídolos favorito (μ’s, as protagonistas da série original) e impedir que a sua escola seja englobada num agrupamento que faria com que as atuais instalações se perdessem. Para tal, tem não só de reunir pessoas talentosas o suficiente para formar um grupo de qualidade e potencial mas também ser reconhecida por aqueles que acham que as suas ambições não a levaram a lado nenhum.

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Sunshine é uma história independente de School Idol Project, mas a série original serve de base para muitas motivações e piadas, pelo que não faz sentido fazer deste anime a primeira entrada para o franchise de Love Live!. Além da história ficar muito melhor se se vir a série original primeiro, dá para apreciar muito mais o salto em qualidade de animação que existe entre School Idol Project e Sunshine, principalmente ao nível do CGI. Na série original as sequências em CGI eram muito rígidas e o facto de na mesma frame aparecerem umas personagens desenhadas e outras feitas por computador chamava muito mais atenção para a má qualidade do 3D. Em Sunshine, os character designs adaptam-se muito melhor à animação em 3D, e como desistiram de misturar CGI com desenho na frame já não fica tão estranho ao olhar.

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As personagens em si não são muito originais mas, ao contrário de no original, funcionam melhor como grupo, estando as diferentes tarefas menos centralizadas (como escrever as letras, fazer fatos, etc., que pertenciam exclusivamente à série original). Contudo, a falta de uma especialidade também faz com que as raparigas de Sunshine tenham menos individualidade. O campo musical é bastante semelhante a School Idol Project, mantendo a qualidade do antecessor (só que com videoclips  mais bonitos), estando ambos os grupos em par de igualdade.

A história ao início parece um pouco demasiado cliché e copiada do original, mas à medida que esta avança, vemos problemas entre os elementos do grupo que não tinham sido abordados em School Idol Project, sendo que Aquors tem um grande problema que as raparigas de  μ’s nunca tiveram: alguém que admiravam (pois μ’s seguiam o seu caminho sem estarem a tentar seguir as passadas de ninguém), e acho que isso é algo que deu grande carácter à série, sendo que tentar afastarmo-nos dos nossos ídolos para seguir o nosso próprio caminho é algo bastante comum na vida real.

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Perfeito para quem tem série de ídolos como praia e, ainda mais, para quem viu e gostou de School Idol Project (let the shipping wars begin).

Por MurasakiHime

6. Shokugeki no Souma: Ni no Sara

Mais uma temporada e Shoukugeki no Souma continua longe de ter um fim propriamente dito. Esta segunda temporada, apropriadamente chamada “Segundo Prato”, trata de mais uns degraus na escada para o sucesso dos aspirantes a cozinheiros da academia de Tootsuki. As antecipadas e renhidas eleições de outono estão à porta e a quantidade de potenciais candidatos ao titulo nunca foi tão grande. A comida continua com um aspecto delicioso e os foodgasms não pararam.

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Nesta temporada a generalidade das personagens continua na mesma, mesmo que sofram derrotas que os fazem repensar a vida, no final continuam os mesmos, sendo talvez Souma a única excepção, que nesta temporada percebe que não pode sempre viver perseguindo as pegadas e a aceitação do pai, tentando em vez disso desenvolver a sua identidade como chef e criar pratos que lhe são únicos.

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A animação (pelo estúdio J.C.Staff) e som continua na mesma, por isso quem viu a prequela sabe para o que vai. Um repasto para o olhar que faz salivar qualquer um (AVISO! Não ver de barriga vazia).

Por MurasakiHime

5. Mob Psycho 100

A antecipada adaptação de outro mangá do criador de One Punch Man (One), Mob Psycho 100 chegou-nos esta temporada pelas mãos do estúdio Bones, conhecido pela sua elevada qualidade visual. Assim, não é surpresa nenhuma de que este é o anime mais apelativo, visualmente, da temporada. Contudo, o seu conteúdo histórico deixa muito a desejar, na minha opinião.

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Encontramos Kageyama Shigeo, ou “Mob”, um expert com poderes espectaculares que apesar do seu imenso poder vive infeliz por ser incapaz de cativar a rapariga pela qual tem um fraquinho.

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Por outro lado, o seu irmão, Kageyama Ritsu, vive atormentado por não ter poderes psíquicos nenhuns (apesar de ser um aluno modelo, algo que Mob admira bastante). Reigen Arataka, o “mentor” de Mob é uma fraude que diz exorcizar demónios e espíritos, quando na realidade apenas se utiliza das capacidades de Mob para fazer dinheiro.d3f

A história desenrola-se à medida que variados eventos levam ao acumular de emoções dentro do pouco expressivo Mob que levam a uma eventual explosão, que se traduz num aumento incrível dos seus poderes. Incríveis spoilers acontecem e que tornam a história melhor nuns aspectos e piores noutros, mas como não quero discutir muito isso para o caso de alguém não ter visto e querer ser surpreendido por eles, vou apenas falar o mais vagamente possível: gostei bastante do desenvolvimento do Reigen no final, mas a maior parte das coisas que aconteceram na segunda metade até esse ponto foram um tanto cliché e não me cativaram de todo.

O final aberto foi algo que fez com que o anime tivesse muito menos impacto do que podia ter tido se tivessem terminado num nota aberta mas dando um sentimento de encerramento do arco, com coisas aprendidas e outras ainda por aprender (em vez daquele cliff hanger).

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O som não é nada de especial em Mob Psycho, mas a animação?! Senhores! Mesmo com os character designs e art style tosco que é o estilo de One, a animação era de cortar a respiração em quase todos os frames!

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No final do dia, Mob Psycho 100 ensina-nos a não desistirmos de nos melhorar, e que apenas tentado podemos chegar mais perto de alcançar a melhor versão de nós mesmos.

Por MurasakiHime

4. Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu

Ao longo das últimas temporadas temos visto um aumento considerável do número de animes em que os personagens principais ficam presos num videojogo e que envolvem viagens no tempo. Acontece que esta temporada as categorias de “transportado para um videojogo” e “viagens no tempo” encontram-se ambas num único anime: Re:Zero.

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O conceito base da história (e provavelmente das únicas coisas que o distingue de outros animes do género) prende-se com de cada vez que o protagonista é morto ou morre volta à vida, mas voltando um pouco atrás no tempo em relação ao momento em que morreu, até o que seria um save point num videojogo, com todas as memórias intactas. O envolvimento de viagens no tempo para remediar coisas que deram para o torto não tem muito de original e, de facto, a história é de longe mais interessante quando é mais linear (com menos andanças para trás no tempo).

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Tal como é típico neste tipo de história, o nosso protagonista, Natsuki Subaru, é um otaku, fazendo pouco ou nada da vida além de ver anime e jogar jogos, e que por isso mesmo se incomoda muito pouco com o facto de passar a viver num universo em tudo semelhante a um RPG. Pouco depois de se aperceber da sua mudança de mundo, Subaru compreende que ao não possuir poderes ou nenhuma capacidade especial é tão inútil como antes, tendo mesmo de ser salvo de um grupo de ladrões por uma jovem. Jovem essa de nome Emilia, que acaba por involve-lo numa mão cheia de problemas.

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O primeiro arco da história (que leva ainda uns quantos episódios) é de longe o mais aborrecido e também onde a utilização do time reset é menos útil (uma vez que pouco se aprende ao longo desses episódios e que o espaço de tempo revivido é demasiado curto para algo realmente importante acontecer), mas à medida que mais personagens são apresentadas maior é a quantidade de informação que vamos recolhendo com cada morte de Subaru. A introdução da política na história, com a eleição do novo regente do reino – que ainda aumenta mais o número de personagens em cena – foi algo que fez muito pela minha apreciação geral da história como um todo. Gostei particularmente de como neste arco a maior parte das pessoas a quem Subaru pede ajuda acabam sempre por tentar aproveitar-se dele, tal como pessoas reais fariam (quer dizer, se um estranho viesse ter comigo pedir favores do nada eu também agiria assim). O final foi bastante satisfatório, contudo gostaria que personagens que se foram perdendo ao longo da serie também tivessem aparecido (necessita-se mais Beatrice e Rem ;_;).

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No campo técnico, Re:Zero está bastante bem produzido. A animação mantém a qualidade e fluência constantes ao longo da série, não havendo uma grande diferença de qualidade entre cenas ou ao longo dos episódios. A banda sonora é maioritariamente pouco notável, tirando uma ou outra música.

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Re:Zero é uma aventura tanto para as personagens como para o espetador. Contudo, algumas das personagens principais acabam por ser caracterizadas por apenas uma ou duas características e existe bastante pouco desenvolvimento das suas personalidades (sim, Subaru entra em depressão e fica um bocado fritado da mioleira lá para o meio, mas facilmente recupera nem que seja o suficiente para continuar a agir como sempre agiu e isso para mim não é exactamente desenvolvimento), o que leva a que muitas vezes personagens secundárias acabem com personalidades mais coerentes e definidas, como por exemplo Crush Karsten, que alguns episódios depois da sua apresentação exibe uma mudança de atitude significativa em relação ao protagonista.

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Por MurasakiHime

3. Amanchu!

Amanchu! é um slice of life sobre compreender os outros, partilhar sentimentos e emoções, tudo com base no tema geral do mergulho. Ooki Futaba (ou Teko) é uma rapariga muito tímida, com o hábito de se isolar por não partilhar interesses com ninguém que a rodeia, ao mesmo tempo que se sente sozinha e alienada no mundo. A luz ao fundo do túnel surgiu sob a forma de Kohinata Hikari (ou Pikari), uma jovem extrovertida, que não hesita em arrastar Teko nas suas aventuras e devaneios, entre os quais o seu grande hobby: mergulho.

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A animaçã0, pelo estúdio J.C.Staff, é fantástica, tendo elevado detalhe e uma alargada palete de cores para ilustrar a beleza do mundo que Pikari vê. Contudo, a série é também dominada por derp faces, que surgem do nada e tão depressa como apareceram voltam a desaparecer. A súbita alteração de art style é um pouco desconcertante ao princípio, porque ficamos sem saber se é suposto ter efeito de comédia ou não, mas é algo a que rapidamente nos habituamos. Ainda no departamento técnico, a música de Amanchu! é fantástica, muito calma e tranquila, criando um ambiente muito especial. As peças simples com guitarras e cordas são espectaculares mesmo fora do contexto da série.

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O grande foco do anime é, então, as personagens e as suas relações. A dinâmica entre Teko e Pikari é sempre engraçada e reconfortante, mas também a forma com ambas interagem com os outros membros do clube de mergulho é digno de nota. A forma como as diferentes personalidades colidem dá carisma à série, contudo o uso excessivo de derp faces danifica a seriedade de algumas cenas e o impacto de alguns momentos que de outra forma teriam tido muito mais sentimento.

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Para terminar, as técnicas de mergulho estão mais ou menos realistas, algo que me surpreendeu bastante. É claro que ter uma licença de mergulho não é assim tão simples (falo por experiência própria), mas as técnicas de base estão todas abordadas de forma mais ou menos detalhada, e não existe nenhum disparate colossal.

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Recomendo aos que quiserem fazer uma pausa, ver umas imagens bonitas (e alguns undertones de yuri) e simplesmente relaxar e imaginar que nós também estamos no fundo do mar, a flutuar na corrente.

Por MurasakiHime

2. Amaama to Inazuma

TMS Entertainment traz-nos esta temporada um anime parte slice of life adorável capaz de derreter corações, parte programa de culinária cujos pratos rivalizam com Shokugeki no Soma. 

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Durante os 12 episódios acompanhamos Inuzuka Kouhei, professor de secundário, e a sua filha Tsumugi. Após a recente morte da sua mulher, Kouhei luta para manter a qualidade de vida da sua filha, mas cedo se apercebe que não possui muitas capacidades necessárias para tal, entre elas cozinhar e ser um bom pai, capaz de se pôr no lugar da filha e compreende-la. A solução para o primeiro problema surge na forma de Iida Kotori, aluna de Kouhei e filha da dona de um restaurante a que pai e filha acabam por ir jantar um dia. A jovem oferece-se para ajudar o professor a aprender a cozinhar, e ao longo do tempo as refeições evolvem em complexidade e qualidade. Paralelamente à jornada culinária, a série foca-se também no dia-a-dia de Tsumugi no infantário, e em como as suas experiências afectam o seu relacionamento com o seu pai e Kotori.

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Além de possuir animação espetacular principalmente a nível das expressões, cabelos e da comida, a atmosfera criada é muito viva e ajuda a trazer as já um tanto complexas personagens ainda mais à vida. Grande parte do que torna o leque de personagens muito interessante é a forma como estão representados, não só ao nível de personalidade e emoção, mas também nas relações interpessoais. A personagem de Tsumugi está incrivelmente bem construída, desde as suas ações e largo espectro de expressões faciais e emoções, até à sua voz, pertencendo a Endou Rina, atualmente com 10 anos.

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Amaama to Inazuma tem algo para quase todos, uma vez que não é apenas moe ou CGDCT, passando mais para o lado de ser uma representação um tanto realista do que significa tentar compreender outros, tal como Kouhei luta para compreender Tsumugi, e dar-lhe tudo de melhor.

Por MurasakiHime

1. 91 Days

91 Days (que nesta adaptação na verdade apenas corresponde a 12 dias porque HAHAHA cada episódio supostamente representa um dia e só há 12 episódios) é a história de vingança de Angelo Lagusa, vivendo sob o nome “Avilio Bruno”, contra as famílias da máfia que lhe mataram a família.

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A história passa-se durante os anos 20 na América, durante os anos da Lei Seca (1920-1933), na cidade de Lawless, onde o comércio ilegal de álcool é a grande fonte de rendimento para a máfia. Em conjunto com Corteo, um amigo de infância que é capaz de produzir álcool caseiro de alta qualidade, Avilio tenta entrar no submundo da máfia para encontrar e matar os responsáveis pela morte da sua família.

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À medida que a história avança começa a tornar-se um pouco confusa, com toda a trama entre as famílias da máfia, quem está em bons termos com quem e quem traiu quem. Aqui, o episódio de recap no meio talvez tenha sido uma boa jogada, ao contrário do que normalmente acontece,  e este facto é em parte explicado pelo facto da história ser original, o que normalmente leva a falhas no planeamento a longo prazo da claridade da narrativa.

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Produzido pelo estúdio Shuka, 91 Days acaba a parecer-se bastante com Baccano (Brain’s Base, 2007) quer a nível de character design e animação, mas também em termos musicais e de atmosfera em geral. Ambas as séries captam bastante bem a atmosfera da época em que a história decorre, e são também histórias sobre viagens e que se passam durante uma viagem (se bem que em 91 Days a viagem é menos literal, retratando mais a evolução de Avilio ao longo da sua vingança).

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Recomendo bastante a todos os que queiram ver algo com uma história mais séria e envolvente, assim como uma excelente produção, desde que não se preocupem muito em acompanhar todos os pequenos pormenores do drama entre todas as fações da guerra fria que se trava entre as famílias da máfia.

Por MurasakiHime


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